ICFER: Espironolactona e Prognóstico na Insuficiência Cardíaca

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 58 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e em tratamento irregular, é encaminhada ao ambulatório de clínica médica de atenção secundária. Queixa-se de fadiga e dispneia aos esforços, com piora progressiva. Ao exame físico, é observado ritmo cardíaco regular em 4 tempos (B3 + B4), sem sopros no precórdio, mas com crépitos em bases pulmonares; pressão arterial: 148 x 90 mmHg. Ecocardiograma transtorácico evidencia hipertrofia ventricular esquerda concêntrica, associada com fração de ejeção de 38% (por Simpson). Exames laboratoriais normais, salvo pela elevação sérica de peptídeo natriurético tipo B (BNP). Para melhorar o controle da HAS e o prognóstico da paciente, o tratamento com inibidor da enzima conversora de angiotensina foi mantido, e o especialista optou por associar determinado fármaco, devido ao impacto positivo no prognóstico de sobrevida dessa paciente. O fármaco introduzido no tratamento da paciente foi

Alternativas

  1. A) espironolactona.
  2. B) clortalidona.
  3. C) hidralazina.
  4. D) clonidina.

Pérola Clínica

ICFER + IECA + sintomas → Adicionar Espironolactona = Melhora prognóstico e sobrevida.

Resumo-Chave

Em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) e sintomas persistentes, mesmo em uso de IECA/BRA, a adição de um antagonista do receptor mineralocorticoide, como a espironolactona, é fundamental para melhorar o prognóstico e a sobrevida.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) é uma síndrome clínica complexa com alta morbimortalidade. O tratamento visa não apenas o alívio dos sintomas, mas principalmente a melhora do prognóstico e da sobrevida. As diretrizes atuais recomendam uma terapia medicamentosa otimizada com múltiplas classes de fármacos que atuam em diferentes vias fisiopatológicas. A paciente do caso apresenta sintomas de ICFER (fadiga, dispneia, crépitos, B3+B4, BNP elevado) e fração de ejeção de 38%, além de hipertrofia ventricular esquerda. O uso de um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) é uma das pedras angulares do tratamento. No entanto, para otimizar o prognóstico, a associação de um antagonista do receptor mineralocorticoide (ARM), como a espironolactona, é crucial. Esses fármacos demonstraram reduzir a mortalidade e as hospitalizações em pacientes com ICFER sintomática.

Perguntas Frequentes

Quais são as classes de medicamentos que comprovadamente melhoram a sobrevida na ICFER?

Inibidores da ECA (ou BRAs), betabloqueadores, antagonistas do receptor mineralocorticoide (ARMs) e inibidores do SGLT2.

Qual o mecanismo de ação da espironolactona na insuficiência cardíaca?

Bloqueia os receptores de aldosterona, reduzindo a fibrose miocárdica, a retenção de sódio e água, e a disfunção endotelial.

Quais são os principais efeitos adversos da espironolactona a serem monitorados?

Hipercalemia e ginecomastia.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo