HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
As seguintes sentenças versam sobre ICC. Assinale a OPÇÃO CORRETA:
ICFEr com congestão persistente apesar de IECA/B-bloqueador → adicionar diurético para alívio sintomático e ↓ internações, sem impacto na sobrevida.
Em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) que permanecem sintomáticos com congestão, mesmo em uso de IECA e beta-bloqueador, a adição de diuréticos (como furosemida) é fundamental para aliviar os sintomas de congestão (dispneia, edema) e reduzir a necessidade de hospitalizações. No entanto, os diuréticos não alteram a mortalidade ou a progressão da doença, sendo seu papel primário o controle sintomático.
A Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) é uma síndrome clínica complexa, resultante de disfunção cardíaca estrutural ou funcional que compromete o enchimento ventricular ou a ejeção de sangue. A classificação pela fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) é crucial, distinguindo entre IC com fração de ejeção reduzida (ICFEr, FEVE < 40%), IC com fração de ejeção levemente reduzida (ICFEr, FEVE 41-49%) e IC com fração de ejeção preservada (ICFEP, FEVE ≥ 50%). A compreensão da fisiopatologia e do manejo é vital para residentes. A fisiopatologia da ICFEr envolve uma cascata de eventos neuro-hormonais ativados em resposta à disfunção miocárdica, levando à retenção de sódio e água, remodelamento cardíaco e progressão da doença. O tratamento medicamentoso visa modular esses sistemas e melhorar o prognóstico. Os pilares da terapia modificadora da doença incluem IECA/BRA, beta-bloqueadores, antagonistas de receptores mineralocorticoides (ARM) e inibidores do SGLT2, que comprovadamente reduzem mortalidade e morbidade. No entanto, mesmo com a terapia modificadora da doença, muitos pacientes com ICFEr podem apresentar sintomas de congestão persistente. Nesses casos, a adição de diuréticos, como os diuréticos de alça (furosemida), é essencial para o controle sintomático, aliviando a dispneia e o edema. É importante ressaltar que, embora melhorem a qualidade de vida e reduzam as internações por descompensação, os diuréticos não alteram a sobrevida ou a progressão da doença, sendo um ponto crucial para a prática clínica e para provas de residência.
Os diuréticos são utilizados no tratamento da insuficiência cardíaca principalmente para aliviar os sintomas de congestão, como dispneia e edema, ao promover a excreção de sódio e água, reduzindo a pré-carga e o volume intravascular.
Não, os diuréticos não demonstraram melhorar a sobrevida em pacientes com insuficiência cardíaca. Seu principal benefício é o alívio sintomático e a redução da necessidade de hospitalizações por descompensação.
Os pilares do tratamento da ICFEr incluem inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), beta-bloqueadores, antagonistas dos receptores mineralocorticoides (como espironolactona) e inibidores do SGLT2, que são as classes de medicamentos que comprovadamente melhoram a sobrevida.
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