ICFER: TRC e CDI para Otimização em Classe Funcional III

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Homem, 55 anos, branco, refere antecedentes de hipertensão arterial de longa data e infarto do miocárdio aos 49 anos. Procura unidade hospitalar e é internado com dispneia aos pequenos esforços, associada a edema acentuado em membros inferiores. Exame físico na admissão: ausculta cardíaca com terceira bulha, crepitações pulmonares em metade inferior de ambos os pulmões, PA = 110x70 mmHg e boa perfusão periférica. Exames complementares: radiografia de tórax = cardiomegalia e congestão pulmonar bilateral; ecocardiograma = acinesiada parede inferior e hipocinesia difusa das demais paredes do ventrículo esquerdo, com fração de ejeção de 31%. O eletrocardiograma está ilustrado a seguir.Durante a internação hospitalar, recebeu furosemida e enalapril em doses plenas, cursando com melhora dos sintomas. Tolerou a administração de carvedilol, na dose de 12,5 mg a cada 12 horas. O paciente permaneceu estável clinicamente, com exames laboratoriais evidenciando função renal normal e ausência de distúrbios eletrolíticos. Foi realizada avaliação anatômica e funcional de coronárias = sem necessidade ou possibilidade de revascularização. No momento da alta hospitalar a prescrição médica desse paciente era: enalapril 20 mg a cada 12 horas, furosemida 40 mg 1x ao dia, AAS 100 mg, atrovastatina 40 mg e carvedilol 12,5 mg a cada 12 horas.Após 6 meses da alta hospitalar, o paciente permanecia em uso regular dos medicamentos prescritos, em classe funcional II da New York Heart Association. Foi realizada troca do enalapril para valsartana com sacubitril, em dose máxima e bem tolerado. As reavaliações ecocardiográfica e laboratorial não apresentaram alterações significativas. O paciente permaneceu sintomático, em classe funcional III da New York Heart Association, após a otimização terapêutica.Nesse momento, indica-se

Alternativas

  1. A) terapia de ressincronização cardíaca e prevenção de morte súbita, com implante de CDI (cardioversor defibrilador implantável) atriobiventricular.
  2. B) implante percutâneo de valva aórtica (TAVI).
  3. C) associação de nitrato com hidralazina ao esquema de tratamento atual.
  4. D) transplante cardíaco.
  5. E) dispositivo de assistência ventricular.

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