SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
Qual é a meta de frequência cardíaca no tratamento otimizado da ICFEr crônica?
Meta FC na ICFEr crônica (ritmo sinusal) = em torno de 60 BPM com betabloqueadores.
No tratamento da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFEr) crônica, a meta de frequência cardíaca em pacientes em ritmo sinusal é de aproximadamente 60 batimentos por minuto (BPM), alcançada principalmente com o uso de betabloqueadores, visando melhorar a função cardíaca e o prognóstico.
A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFEr) é uma síndrome complexa que exige um manejo farmacológico otimizado para melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade. Um dos pilares desse tratamento é o controle da frequência cardíaca, especialmente em pacientes em ritmo sinusal, devido ao seu impacto direto na função cardíaca e no prognóstico. A meta de frequência cardíaca no tratamento da ICFEr crônica, para pacientes em ritmo sinusal, é geralmente estabelecida em torno de 60 batimentos por minuto (BPM), ou abaixo de 70 BPM conforme algumas diretrizes. Essa redução da FC é primariamente alcançada com o uso de betabloqueadores (carvedilol, metoprolol succinato de liberação prolongada, bisoprolol), que devem ser titulados até a dose máxima tolerada. A diminuição da FC prolonga o tempo de enchimento diastólico, melhora a perfusão coronariana e reduz o consumo de oxigênio miocárdico. Para pacientes sintomáticos em ritmo sinusal com FC ≥ 70 BPM, apesar da dose máxima tolerada de betabloqueadores, a ivabradina pode ser adicionada ao esquema terapêutico. Residentes devem estar familiarizados com as diretrizes atuais para o manejo da ICFEr, compreendendo a importância da titulação de medicamentos e o monitoramento da frequência cardíaca para otimizar os resultados clínicos.
O controle da frequência cardíaca na ICFEr reduz o consumo de oxigênio miocárdico, aumenta o tempo de enchimento diastólico e melhora a perfusão coronariana, otimizando a função cardíaca e o prognóstico.
Os betabloqueadores (carvedilol, metoprolol succinato, bisoprolol) são a base do tratamento. Se a FC ainda estiver elevada (>70 bpm) e o paciente sintomático, a ivabradina pode ser adicionada.
A meta de FC em torno de 60 bpm é para pacientes em ritmo sinusal. Em pacientes com fibrilação atrial, o controle da FC visa geralmente <100 bpm, mas com foco em aliviar sintomas e prevenir taquicardiomiopatia.
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