INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Mulher de 58 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e em tratamento irregular, é encaminhada ao ambulatório de clínica médica de atenção secundária. Queixa-se de fadiga e dispneia aos esforços, com piora progressiva. Ao exame físico, é observado ritmo cardíaco regular em 4 tempos (B3 + B4), sem sopros no precórdio, mas com crépitos em bases pulmonares; pressão arterial: 148 x 90 mmHg. Ecocardiograma transtorácico evidencia hipertrofia ventricular esquerda concêntrica, associada com fração de ejeção de 38% (por Simpson). Exames laboratoriais normais, salvo pela elevação sérica de peptídeo natriurético tipo B (BNP). Para melhorar o controle da HAS e o prognóstico da paciente, o tratamento com inibidor da enzima conversora de angiotensina foi mantido, e o especialista optou por associar determinado fármaco, devido ao impacto positivo no prognóstico de sobrevida dessa paciente. O fármaco introduzido no tratamento da paciente foi
ICFER + HAS → Espironolactona = Melhora prognóstico e sobrevida, além de controle pressórico.
Em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) e hipertensão, a espironolactona, um antagonista do receptor mineralocorticoide, é fundamental para melhorar o prognóstico e a sobrevida, além de auxiliar no controle da pressão arterial.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) é uma condição complexa que exige uma abordagem terapêutica multifacetada para otimizar o prognóstico. A espironolactona, um antagonista do receptor mineralocorticoide (ARM), desempenha um papel crucial nesse cenário, sendo uma das classes de medicamentos que comprovadamente reduzem a morbimortalidade. Sua ação vai além da diurese, bloqueando os efeitos deletérios da aldosterona, como fibrose miocárdica e remodelação ventricular, que contribuem para a progressão da doença. Em pacientes com ICFER e hipertensão arterial sistêmica (HAS), a adição da espironolactona à terapia padrão (incluindo inibidores da ECA ou BRAs, e betabloqueadores) é fundamental. A presença de hipertrofia ventricular esquerda concêntrica e fração de ejeção reduzida, juntamente com BNP elevado, reforça a necessidade de otimização terapêutica com fármacos de impacto prognóstico. O monitoramento de eletrólitos, especialmente o potássio, e da função renal é essencial para a segurança do tratamento com espironolactona.
A espironolactona é indicada para reduzir a morbimortalidade em pacientes com ICFER, especialmente aqueles com sintomas persistentes apesar da terapia otimizada.
Ela atua como um antagonista do receptor mineralocorticoide, bloqueando os efeitos deletérios da aldosterona no coração e vasos, como fibrose e remodelação.
Os principais efeitos adversos incluem hipercalemia, ginecomastia e disfunção renal, exigindo monitoramento regular de eletrólitos e função renal.
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