UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Assinale a opção em que todas as drogas reduzem à mortalidade na insuficiência cardíaca.
ICFER → IECA/BRA, BB, ARM, iSGLT2 = pilares que ↓ mortalidade.
Enalapril (IECA), bisoprolol (betabloqueador) e espironolactona (antagonista do receptor mineralocorticoide) são classes de medicamentos que comprovadamente reduzem a mortalidade e morbidade na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), sendo considerados pilares do tratamento.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa e progressiva, caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para atender às demandas metabólicas do corpo. A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) é a forma mais estudada e para a qual existem terapias que comprovadamente reduzem a morbimortalidade, transformando o prognóstico da doença. O tratamento da ICFER evoluiu significativamente, e as diretrizes atuais preconizam o uso de múltiplas classes de medicamentos que atuam em diferentes vias fisiopatológicas. Os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA), como o enalapril, ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA), ou inibidores da neprilisina e do receptor de angiotensina (sacubitril/valsartana), são fundamentais por modular o sistema renina-angiotensina-aldosterona. Os betabloqueadores (BB), como o bisoprolol, carvedilol e metoprolol succinato, são cruciais para atenuar a ativação simpática crônica. Os antagonistas do receptor mineralocorticoide (ARM), como a espironolactona e a eplerenona, bloqueiam os efeitos deletérios da aldosterona. Mais recentemente, os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2), como a dapagliflozina e a empagliflozina, foram incorporados como um quarto pilar, demonstrando benefícios significativos na redução de mortalidade e hospitalizações. É essencial que residentes dominem essas classes de medicamentos e suas indicações para otimizar o tratamento e melhorar o prognóstico dos pacientes com ICFER.
Os quatro pilares são: Inibidores da ECA (ou BRA ou sacubitril/valsartana), Betabloqueadores, Antagonistas do Receptor Mineralocorticoide (ARM) e Inibidores do SGLT2.
Eles bloqueiam a conversão de angiotensina I em angiotensina II, resultando em vasodilatação, redução da pré e pós-carga, inibição da remodelação cardíaca e diminuição da retenção de sódio e água, melhorando a função cardíaca e a sobrevida.
Apenas betabloqueadores específicos (carvedilol, bisoprolol, metoprolol succinato de liberação prolongada) demonstraram reduzir a mortalidade na IC. Eles atuam bloqueando os efeitos deletérios da ativação simpática crônica, melhorando a função ventricular.
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