UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 52 anos refere dispneia aos esforços. AP: HAS, DM2 e obesidade. EF: estase jugular 2+/4+, crepitações pulmonares em bases bilateralmente e edema de membros inferiores sem sinais inflamatórios. Rx do tórax: congestão pulmonar grave. Ecocardiograma: aumento de átrio esquerdo, aumento da espessura da parede do ventrículo esquerdo e fração de ejeção de 55%. Com o objetivo de aumentar a sobrevida, a conduta adequada é:
ICFEP (FE ≥ 50%) + Sintomas → iSGLT2 é a única classe com evidência de redução de desfechos duros (morte CV/hospitalização).
Na ICFEP, o manejo foca no controle de comorbidades e congestão, mas os iSGLT2 (Dapa/Empa) são os únicos fármacos que demonstraram redução significativa de hospitalização e morte cardiovascular.
A ICFEP representa cerca de metade dos casos de insuficiência cardíaca e está fortemente associada a idosos, mulheres, obesidade, HAS e DM2. A fisiopatologia envolve rigidez ventricular e disfunção diastólica. Historicamente, o tratamento era focado apenas em comorbidades, mas a introdução dos iSGLT2 mudou o paradigma, sendo agora recomendação classe I nas principais diretrizes mundiais.
Os estudos EMPEROR-Preserved (empagliflozina) e DELIVER (dapagliflozina) demonstraram que os inibidores da SGLT2 reduzem o desfecho composto de morte cardiovascular e hospitalização por insuficiência cardíaca em pacientes com FE > 40%, independentemente da presença de diabetes.
O diagnóstico requer sintomas/sinais de IC, fração de ejeção preservada (≥ 50%) e evidência objetiva de disfunção diastólica ou pressões de enchimento elevadas (BNP/NT-proBNP elevado, aumento de átrio esquerdo ou hipertrofia ventricular no eco).
Os diuréticos de alça são essenciais para o controle de sintomas congestivos (edema, dispneia), mas não demonstraram isoladamente redução de mortalidade a longo prazo, servindo como terapia sintomática de suporte.
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