Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2025
Mulher, 59 anos, hipertensa e diabética, procura unidade de saúde apresentando quadro de dispneia aos esforços leves, associada a edema de membros inferiores há quatro meses. Relata que faz uso de enalapril 20 mg, duas vezes ao dia e hidroclorotiazida 25 mg/dia. Ao exame físico, apresenta pressão arterial de 150x95 mmHg. O ecocardiograma mostra fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 52% e disfunção diastólica moderada. Além disso, o nível de peptídeo natriurético cerebral (BNP) encontra-se elevado. Qual é a alternativa correta?
ICFEP + HAS/DM2 → Inibidor SGLT2 melhora prognóstico e sintomas, independente do status diabético.
Pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP), especialmente com comorbidades como hipertensão e diabetes, se beneficiam significativamente da adição de inibidores de SGLT2. Esses medicamentos demonstraram reduzir hospitalizações e mortalidade cardiovascular, independentemente do status diabético.
A Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP) é uma síndrome clínica complexa caracterizada por sintomas de insuficiência cardíaca com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) ≥ 50%. É uma condição prevalente, especialmente em idosos e pacientes com múltiplas comorbidades como hipertensão arterial e diabetes mellitus, representando um desafio diagnóstico e terapêutico significativo para residentes. A fisiopatologia da ICFEP envolve principalmente disfunção diastólica, rigidez ventricular e vascular, e inflamação sistêmica, levando a pressões de enchimento elevadas e sintomas de congestão. O diagnóstico é clínico, laboratorial (BNP elevado) e ecocardiográfico (disfunção diastólica). A suspeita deve surgir em pacientes com dispneia e edema, sem FEVE reduzida, e com fatores de risco como hipertensão e diabetes. O tratamento da ICFEP foca no manejo das comorbidades e na redução dos sintomas. Recentemente, os inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (SGLT2), como empagliflozina e dapagliflozina, emergiram como a principal classe de medicamentos com benefício prognóstico comprovado, reduzindo hospitalizações e mortalidade cardiovascular, independentemente do status diabético. O controle rigoroso da pressão arterial e da glicemia também é crucial.
O diagnóstico de ICFEP requer sintomas e sinais de insuficiência cardíaca, fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≥ 50%, evidência de disfunção diastólica ou pressões de enchimento elevadas, e níveis elevados de peptídeos natriuréticos.
Os inibidores de SGLT2, como empagliflozina e dapagliflozina, demonstraram em grandes ensaios clínicos reduzir hospitalizações por insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular em pacientes com ICFEP, independentemente da presença de diabetes.
Hipertensão e diabetes são as principais causas de ICFEP, levando à hipertrofia ventricular esquerda, fibrose miocárdica e disfunção diastólica. O controle rigoroso dessas comorbidades é fundamental para o manejo da doença.
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