HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Um paciente de 70 anos com histórico de hipertensão e diabetes é admitido no hospital com dispneia progressiva e edema de membros inferiores. O ecocardiograma revela uma fração de ejeção preservada (60%) e hipertrofia ventricular esquerda. Exames laboratoriais mostram NT-proBNP elevado e creatinina de 1,5 mg/dL.Qual droga pode melhorar o desfecho prognóstico deste paciente com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada?
ICFEP + DM/HAS → Empagliflozina (iSGLT2) melhora desfecho prognóstico.
Para pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP), a empagliflozina (um inibidor de SGLT2) demonstrou melhorar o desfecho prognóstico, reduzindo hospitalizações por IC e mortalidade cardiovascular, especialmente em pacientes com comorbidades como diabetes e hipertensão.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) representa mais da metade dos casos de insuficiência cardíaca e é um desafio terapêutico significativo. Ao contrário da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), onde várias classes de medicamentos demonstraram benefício prognóstico, o tratamento da ICFEP tem sido historicamente focado no controle de sintomas e comorbidades, com poucas opções que alteram o desfecho. Recentemente, os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2), como a empagliflozina, emergiram como uma terapia fundamental para a ICFEP. Estudos como o EMPEROR-Preserved demonstraram que a empagliflozina reduz significativamente o risco de hospitalizações por insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular em pacientes com ICFEP, independentemente da presença de diabetes mellitus. Este avanço representa uma mudança de paradigma no manejo da ICFEP. Para residentes, é crucial entender que o tratamento da ICFEP vai além do controle sintomático com diuréticos. A empagliflozina deve ser considerada uma pedra angular no tratamento para melhorar o prognóstico desses pacientes, especialmente aqueles com comorbidades como hipertensão e diabetes. O reconhecimento da fisiopatologia da ICFEP, que envolve disfunção diastólica e rigidez ventricular, é essencial para a compreensão do mecanismo de ação e indicação desses novos medicamentos.
A ICFEP é caracterizada por sintomas de insuficiência cardíaca (dispneia, edema) com uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo normal ou levemente reduzida (geralmente ≥ 50%). A disfunção primária é o relaxamento ventricular e o enchimento diastólico prejudicados.
A empagliflozina, um inibidor de SGLT2, demonstrou em estudos clínicos (como o EMPEROR-Preserved) reduzir significativamente o risco de hospitalizações por insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular em pacientes com ICFEP, independentemente da presença de diabetes.
A ICFEP está frequentemente associada a comorbidades como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, obesidade, doença renal crônica e fibrilação atrial. O manejo dessas condições é crucial para o tratamento global da ICFEP.
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