UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
Qual das alternativas é correta em relação à insuficiência cardíaca?
IC de alto débito ocorre em condições como tireotoxicose, anemia grave e fístulas arteriovenosas.
A insuficiência cardíaca de alto débito ocorre quando o coração não consegue suprir as demandas metabólicas aumentadas do corpo, apesar de ter uma função sistólica normal ou até aumentada. Condições como tireotoxicose, anemia e beribéri são exemplos clássicos.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa resultante de qualquer alteração estrutural ou funcional cardíaca que comprometa o enchimento ventricular ou a ejeção de sangue. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, sendo um desafio diagnóstico e terapêutico na prática médica. A compreensão de suas diferentes formas é crucial para o manejo adequado. Tradicionalmente, a IC é associada a um baixo débito cardíaco. No entanto, a IC de alto débito é uma condição em que o débito cardíaco está elevado, mas ainda é insuficiente para atender às demandas metabólicas teciduais. Isso ocorre em estados hipermetabólicos ou com desvios de fluxo sanguíneo, como na tireotoxicose (aumento do metabolismo), anemia grave (redução da capacidade de transporte de oxigênio), fístulas arteriovenosas (curto-circuito de fluxo) e beribéri (deficiência de tiamina que afeta o metabolismo miocárdico). O diagnóstico da IC de alto débito requer a identificação da condição subjacente e a demonstração de sinais e sintomas de IC, apesar de um débito cardíaco elevado. O tratamento é focado na correção da causa subjacente, o que geralmente leva à melhora dos sintomas cardíacos. É fundamental para residentes diferenciar os tipos de IC para aplicar a terapêutica correta.
ICFER é definida por uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) menor ou igual a 40%. A alternativa A está incorreta, pois 55% é considerado normal.
A NYHA classifica a gravidade dos sintomas. Classe II significa limitação leve da atividade física, com sintomas em atividades habituais, mas confortável no repouso. A alternativa B descreve a Classe III.
Os estágios são: A (alto risco, sem doença estrutural ou sintomas), B (doença estrutural, sem sintomas), C (doença estrutural com sintomas atuais ou prévios) e D (IC refratária). A alternativa C está incorreta, pois estágio A não tem alteração estrutural.
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