SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Quando a insuficiência cardíaca (IC) e insuficiência cardíaca agudamente descompensada (ICAD) é INCORRETO afirmar:
ICAD → Diuréticos de alça IV em dose ↑. Betabloqueadores NÃO devem ser suspensos rotineiramente, apenas se choque ou bradicardia grave.
No tratamento da Insuficiência Cardíaca Agudamente Descompensada (ICAD), os diuréticos de alça são essenciais e geralmente administrados por via intravenosa em doses mais altas que as habituais. No entanto, os betabloqueadores não devem ser suspensos rotineiramente, a menos que haja choque cardiogênico, bradicardia grave ou hipotensão sintomática, pois sua interrupção abrupta pode piorar o quadro.
A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa resultante de qualquer alteração estrutural ou funcional do enchimento ventricular ou da ejeção de sangue. A Insuficiência Cardíaca Agudamente Descompensada (ICAD) representa uma piora súbita dos sintomas e sinais da IC, frequentemente levando à hospitalização. As etiologias da IC são diversas, abrangendo doenças do miocárdio, pericárdio, endocárdio, válvulas e distúrbios metabólicos. As descompensações da IC são frequentemente precipitadas por fatores como a não aderência ao tratamento farmacológico ou dietético, infecções, arritmias, isquemia miocárdica, anemia e disfunção tireoidiana. O reconhecimento desses fatores é crucial para a prevenção e manejo da ICAD. A fisiopatologia da ICAD envolve um aumento agudo da pressão de enchimento ventricular e da congestão, levando a sintomas como dispneia, ortopneia e edema. O tratamento da ICAD visa aliviar a congestão, otimizar a hemodinâmica e tratar a causa subjacente. Diuréticos de alça intravenosos são fundamentais para reduzir a sobrecarga volêmica, e vasodilatadores podem ser úteis em pacientes com pressão arterial elevada. As glifozinas (iSGLT2) têm demonstrado benefício na IC com e sem diabetes, consolidando-se como uma ferramenta importante no tratamento crônico. Contudo, é um erro comum suspender rotineiramente os betabloqueadores na ICAD; eles devem ser mantidos, a menos que haja instabilidade hemodinâmica grave, como choque ou bradicardia sintomática, devido ao risco de piora do quadro com a interrupção abrupta.
As principais causas de descompensação da IC incluem má aderência ao tratamento (farmacológico ou dietético), infecções, arritmias cardíacas (especialmente fibrilação atrial), isquemia miocárdica, anemia, disfunção tireoidiana e uso de medicamentos que retêm sódio e água.
Os diuréticos de alça são a base do tratamento da congestão na ICAD, sendo administrados por via intravenosa em doses superiores às habituais para promover uma rápida diurese e aliviar os sintomas de congestão pulmonar e sistêmica.
Os betabloqueadores não devem ser suspensos rotineiramente na ICAD. Sua suspensão é considerada apenas em situações de instabilidade hemodinâmica grave, como choque cardiogênico, bradicardia sintomática ou hipotensão grave, e deve ser feita com cautela para evitar efeitos de rebote.
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