UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
Homem, 64 anos, previamente portador de insuficiência cardíaca congestiva de causa isquêmica (Fração de ejeção: 38%), em uso regular de Enalapril 20mg/dia, Carvedilol 6,25mg 2x/dia, Espironolactona 25mg/dia e Furosemida 40mg/dia, foi admitido no pronto atendimento devido dispneia intensa iniciada há três dias. Relata ter recebido o diagnóstico de erisipela bolhosa, iniciado o tratamento com antibiótico, e a partir de então houve piora progressiva da dispneia, no momento presente mesmo ao repouso. Ao exame é possível notar: Bom estado geral, normocorado, hidratado. PA: 115x 65 mmHg; FC: 110 bpm; Saturação de oxigênio: 90%; FR: 31 irpm. Ausculta cardíaca com ritmo regular sem sopros, taquicárdico. Ausculta respiratória com presença de estertores crepitantes em ambas as bases pulmonares. Enchimento capilar satisfatório. Edema de membros inferiores bilateralmente, simétrico, +/4+. Glasgow 15. Qual a melhor conduta para o caso?
ICC descompensada com congestão e normotensão → Manter IECA/BB, Furosemida IV e vasodilatador venoso.
Em pacientes com insuficiência cardíaca crônica descompensada, apresentando congestão pulmonar e sistêmica, mas com pressão arterial preservada (normotenso/hipertenso), a conduta inclui otimização da diurese com furosemida intravenosa e uso de vasodilatadores venosos (nitratos) para reduzir pré-carga. Betabloqueadores e IECA/BRA geralmente são mantidos se o paciente não estiver hipotenso ou em choque cardiogênico.
A insuficiência cardíaca (IC) descompensada é uma das principais causas de hospitalização em pacientes idosos e representa uma condição grave com alta morbimortalidade. É caracterizada por uma piora aguda dos sintomas de IC, geralmente devido a um fator precipitante, como infecção (erisipela no caso), isquemia miocárdica, arritmias ou má adesão medicamentosa. O reconhecimento rápido e o manejo adequado são cruciais para melhorar o prognóstico. A fisiopatologia da descompensação envolve o aumento das pressões de enchimento cardíacas, levando à congestão pulmonar e sistêmica. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de dispneia, ortopneia, edema, estertores crepitantes e sinais de congestão. A avaliação hemodinâmica é fundamental para classificar o paciente em 'quente e úmido' (congesto e bem perfundido), 'frio e úmido' (congesto e hipoperfundido), etc., o que direciona a terapia. O tratamento da IC descompensada visa aliviar os sintomas, otimizar a hemodinâmica e tratar a causa precipitante. Inclui oxigenoterapia, diuréticos de alça intravenosos (furosemida) para reduzir a congestão, e vasodilatadores venosos (nitratos) para diminuir a pré-carga. Em pacientes normotensos ou hipertensos, os betabloqueadores e IECA/BRA devem ser mantidos, pois sua interrupção pode piorar o desfecho. Dobutamina é reservada para casos de hipoperfusão grave (choque cardiogênico).
A conduta inicial para ICC descompensada com congestão e normotensão inclui oxigenoterapia, diuréticos de alça intravenosos (como furosemida) para alívio da congestão e vasodilatadores venosos (nitratos) para reduzir a pré-carga.
Betabloqueadores e IECA/BRA devem ser mantidos na ICC aguda se o paciente estiver normotenso ou hipertenso e sem sinais de choque cardiogênico. A suspensão é indicada em casos de hipotensão sintomática, bradicardia grave ou choque.
Vasodilatadores venosos, como os nitratos, reduzem a pré-carga cardíaca ao promover a venodilatação. Isso diminui o retorno venoso ao coração, aliviando a congestão pulmonar e sistêmica, sendo úteis no tratamento do edema agudo de pulmão.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo