ICAD Hipertensiva: Manejo do Edema Agudo de Pulmão

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021

Enunciado

Paciente idoso, 70 anos, obeso, HAS e DM, vem com queixa de dispneia progressiva, edema ascendente, ortopneia e dispneia paroxística noturna há 2 dias. Exame físico evidencia PA 220x120mmHg, turgência jugular, ritmo cardíaco irregular e bulhas hipofonéticas, estertores creptantes até terço médio. Em relação ao caso e marque a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A abordagem inicial de pacientes com ICAD depende do grau e do tipo de descompensação da IC e da pressão arterial inicial do paciente. Este caso é um perfil A.
  2. B) Este paciente se beneficiaria de drogas vasoativas inotrópicas.
  3. C) Trata-se de uma urgência hipertensiva, podendo usar morfina, diurético (furosemida) e captopril.
  4. D) Uso de ventilação não invasiva como CPAP ou em dois níveis, como BIPAP ou PPV, é uma opção de tratamento. 

Pérola Clínica

ICAD hipertensiva com EAP → VNI (CPAP/BIPAP) + diurético + vasodilatador para reduzir pré-carga e pós-carga.

Resumo-Chave

Pacientes com ICAD e hipertensão arterial grave, especialmente com sinais de congestão pulmonar como estertores creptantes e ortopneia, se beneficiam da ventilação não invasiva (VNI) para reduzir o trabalho respiratório e a pré-carga, melhorando a oxigenação e a hemodinâmica.

Contexto Educacional

A Insuficiência Cardíaca Aguda Descompensada (ICAD) é uma condição grave e comum, especialmente em idosos com comorbidades como HAS e DM. Caracteriza-se por piora súbita dos sintomas de IC, frequentemente levando a internações hospitalares. O edema agudo de pulmão (EAP) é uma das apresentações mais críticas. O diagnóstico da ICAD baseia-se na clínica de congestão (dispneia, ortopneia, edema, turgência jugular, estertores) e/ou baixo débito. Em pacientes hipertensos, a elevação da pressão arterial agrava a pós-carga, precipitando o EAP. A avaliação inicial deve classificar o paciente hemodinamicamente (perfis de Forrester). O tratamento da ICAD hipertensiva com EAP foca na redução da pré-carga (diuréticos como furosemida), pós-carga (vasodilatadores como nitratos ou captopril) e suporte ventilatório. A ventilação não invasiva (CPAP ou BIPAP) é crucial para melhorar a oxigenação, reduzir o trabalho respiratório e diminuir a congestão pulmonar, evitando a intubação orotraqueal em muitos casos.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais de ICAD hipertensiva com EAP?

Dispneia progressiva, ortopneia, dispneia paroxística noturna, turgência jugular, estertores creptantes e hipertensão arterial grave são sinais clássicos de ICAD com edema agudo de pulmão.

Qual a importância da VNI na ICAD hipertensiva?

A ventilação não invasiva (CPAP ou BIPAP) reduz a pré-carga e a pós-carga, melhora a oxigenação e diminui o trabalho respiratório, sendo fundamental no manejo do edema agudo de pulmão.

Quando considerar drogas inotrópicas na ICAD?

Drogas inotrópicas são indicadas em pacientes com baixo débito cardíaco e hipoperfusão (choque cardiogênico), o que não é o perfil inicial deste paciente hipertensivo e congesto.

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