HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2020
A furosemida é o principal diurético utilizado para controle da congestão, sendo que o alvo terapêutico principal na IC aguda é a redução da congestão, que está presente em cerca de 85% dos pacientes. Sendo adequado apenas o item:
Furosemida na IC aguda → descongestão eficaz, melhora clínica, ↓ tempo e reinternações.
A furosemida é a pedra angular no tratamento da congestão na insuficiência cardíaca aguda, promovendo uma diurese eficaz que resulta em melhora sintomática, redução da necessidade de internações prolongadas e diminuição das reinternações por IC.
A insuficiência cardíaca aguda (IC aguda) é uma condição grave caracterizada por rápida piora dos sintomas de IC, frequentemente devido à congestão volêmica. A descongestão é o principal objetivo terapêutico, visando aliviar os sintomas, melhorar a função orgânica e reduzir a morbimortalidade. A furosemida, um diurético de alça, é a medicação de primeira linha para o controle da congestão na IC aguda. Sua ação rápida e potente promove a diurese, reduzindo o volume intravascular e aliviando a sobrecarga hídrica pulmonar e sistêmica. A administração intravenosa é preferencial no cenário agudo para garantir biodisponibilidade e início de ação rápidos. A eficácia da furosemida na promoção da descongestão é bem estabelecida, levando à melhora clínica dos pacientes, redução do tempo de internação e diminuição das taxas de reinternação por IC. É crucial monitorar a resposta diurética, eletrólitos e função renal, ajustando a dose conforme necessário para alcançar a descongestão ideal sem induzir lesão renal aguda ou distúrbios eletrolíticos.
A furosemida é um diurético de alça que atua no ramo ascendente espesso da alça de Henle, inibindo o cotransportador Na+-K+-2Cl-, resultando em aumento da excreção de sódio, potássio, cloro e água, promovendo diurese e descongestão.
A dose inicial de furosemida intravenosa em IC aguda deve ser individualizada. Em pacientes sem uso prévio, 20-40 mg IV em bolus. Em pacientes com uso crônico, a dose inicial deve ser igual ou superior à dose oral diária habitual, administrada IV.
A descongestão inadequada na IC aguda está associada a piora dos sintomas, maior tempo de internação, aumento do risco de reinternações e pior prognóstico a longo prazo, ressaltando a importância de um manejo diurético otimizado.
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