PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
No Brasil as Doenças Cardiovasculares são a principal causa de morte. A Insuficiência cardíaca (IC) na sua forma aguda e crônica agudizada são apresentações frequentes em serviços de Urgência e Emergência. Das afirmações abaixo, assinale verdadeiro ou falso e confirme a sequência correta. ( ) As etiologias mais comuns de Insuficiência cardíaca são na sua ordem de frequência: miocardiopatia hipertensiva, miocardiopatia isquêmica, cardiomiopatia dilatada e outras. ( ) Pelos critérios de Framingham são necessários para diagnóstico de IC 2 critérios maiores e 1 menor ou 2 menores e 1 maior. ( ) A primeira abordagem do paciente com IC deve incluir: diagnóstico, classificação hemodinâmica e estratificação de risco. ( ) O perfil hemodinâmico do paciente com IC divide-se em: quente e seco, frio e seco, frio e úmido, quente e úmido e indeterminado.
Diagnóstico IC: 2 critérios maiores OU 1 maior + 2 menores (Framingham). Perfis hemodinâmicos: Quente/Frio e Seco/Úmido.
A Insuficiência Cardíaca é uma síndrome complexa com etiologias variadas, sendo as mais comuns a doença isquêmica e a hipertensão. O diagnóstico pelos critérios de Framingham exige 2 critérios maiores ou 1 maior e 2 menores. A classificação hemodinâmica (quente/frio, seco/úmido) é crucial para guiar o tratamento.
A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa resultante de qualquer alteração estrutural ou funcional do enchimento ventricular ou da ejeção de sangue. É uma das principais causas de morbimortalidade global e a principal causa de morte no Brasil, com alta taxa de reinternações. Sua epidemiologia é vasta, afetando milhões de pessoas, e sua prevalência aumenta com a idade. A fisiopatologia da IC envolve mecanismos compensatórios que, a longo prazo, levam à remodelação cardíaca e à progressão da doença. O diagnóstico é clínico, apoiado por exames complementares como ecocardiograma e peptídeos natriuréticos. Os critérios de Framingham são úteis para o diagnóstico clínico, exigindo a presença de 2 critérios maiores ou 1 maior e 2 menores. A abordagem inicial de um paciente com IC deve incluir o diagnóstico preciso, a classificação hemodinâmica (quente/frio, seco/úmido) para guiar a terapia e a estratificação de risco. O tratamento é multifacetado, envolvendo modificações no estilo de vida, terapia medicamentosa otimizada (inibidores da ECA/BRA, betabloqueadores, antagonistas de receptores de mineralocorticoides, iSGLT2) e, em casos selecionados, dispositivos cardíacos ou transplante.
Critérios maiores incluem dispneia paroxística noturna, turgência jugular, estertores, cardiomegalia, edema agudo de pulmão, galope de B3, aumento da pressão venosa central e refluxo hepatojugular. Menores incluem edema de tornozelo, tosse noturna, dispneia de esforço, hepatomegalia, derrame pleural, taquicardia (>120 bpm) e perda de peso >4,5 kg em 5 dias com tratamento.
Os quatro perfis são: quente e seco (compensado), quente e úmido (congesto), frio e seco (hipoperfundido), e frio e úmido (congesto e hipoperfundido). Eles guiam a terapia, indicando a necessidade de diuréticos, vasodilatadores ou inotrópicos.
No Brasil, as etiologias mais comuns da insuficiência cardíaca são a doença arterial coronariana (miocardiopatia isquêmica), a hipertensão arterial sistêmica (miocardiopatia hipertensiva), e as cardiomiopatias dilatadas de outras causas, como chagásica ou idiopática.
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