PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Nos pacientes com insuficiência cardíaca leve a moderada, com sintomas classe funcional II/III da New York Heart Association, as classes de fármacos capazes de reverter ou prevenir o remodelamento e a disfunção progressiva são:
Betabloqueadores e inibidores do SRAA (IECA/BRA) são pilares no tratamento da IC para prevenir remodelamento e progressão da disfunção.
Para pacientes com insuficiência cardíaca leve a moderada (NYHA II/III), os betabloqueadores e os inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (IECA ou BRA) são as classes de fármacos que comprovadamente revertem ou previnem o remodelamento cardíaco e a disfunção progressiva, melhorando a sobrevida e a qualidade de vida. Diuréticos e digitálicos controlam sintomas, mas não atuam no remodelamento.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue suficiente para atender às demandas metabólicas do corpo. Em pacientes com IC leve a moderada (Classe Funcional II/III da NYHA), o remodelamento cardíaco e a disfunção progressiva são processos chave que levam à piora do quadro e aumento da mortalidade. O remodelamento envolve alterações na estrutura e função do ventrículo esquerdo, como hipertrofia e dilatação, impulsionadas pela ativação neuro-hormonal crônica. O tratamento da IC visa não apenas o alívio sintomático, mas também a modificação da história natural da doença, prevenindo ou revertendo o remodelamento. As classes de fármacos que comprovadamente atingem esse objetivo são os betabloqueadores e os inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), que incluem os Inibidores da ECA (IECA) e os Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA). Essas medicações atuam bloqueando os efeitos deletérios da ativação neuro-hormonal, como a vasoconstrição, retenção hídrica e fibrose miocárdica. O prognóstico da IC é significativamente melhorado com o uso dessas terapias modificadoras da doença. Os betabloqueadores, por exemplo, reduzem a frequência cardíaca e a contratilidade, diminuindo o estresse oxidativo e a apoptose celular. Os IECA/BRA, por sua vez, atenuam a sobrecarga de volume e pressão, além de reduzir a fibrose. É fundamental que residentes compreendam a diferença entre fármacos sintomáticos (como diuréticos e digitálicos, que aliviam a congestão e melhoram a contratilidade, respectivamente) e aqueles que atuam na fisiopatologia do remodelamento, pois a combinação correta é essencial para o manejo a longo prazo da IC.
O remodelamento cardíaco envolve alterações estruturais e funcionais do miocárdio, como hipertrofia, dilatação ventricular e fibrose, impulsionadas pela ativação neuro-hormonal crônica (SRAA e sistema nervoso simpático).
Betabloqueadores reduzem a ativação simpática crônica, diminuindo a frequência cardíaca, melhorando a função diastólica e prevenindo a apoptose de cardiomiócitos, o que contribui para reverter o remodelamento.
IECA e BRA bloqueiam os efeitos deletérios da angiotensina II, como vasoconstrição, retenção de sódio e água, e fibrose miocárdica, sendo cruciais na prevenção e reversão do remodelamento ventricular.
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