Insuficiência Cardíaca: Classificação pela Fração de Ejeção

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024

Enunciado

A principal terminologia usada para definir o diagnóstico de Insuficiência Cardíaca baseia-se na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) sendo CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) FEVE normal ( ≥ 40%) denominada Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção preservada, fração de ejeção < 30% denominada Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção reduzida e fração de ejeção entre 30 e 39% denominada como Insuficiência Cardíaca de fração de ejeção intermediária.
  2. B) FEVE normal ( ≥ 50%) denominada Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção preservada, fração de ejeção < 30% denominada Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção reduzida fração de ejeção entre 30 e 39% denominada como Insuficiência Cardíaca de fração de ejeção intermediária.
  3. C) FEVE normal ( ≥ 50%) denominada Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção preservada, fração de ejeção < 40% denominada Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção reduzida e fração de ejeção entre 40 e 49% denominada como Insuficiência Cardíaca de fração de ejeção intermediária.
  4. D) FEVE normal ( ≥ 60%) denominada Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção preservada, fração de ejeção < 50% denominada Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção reduzida e fração de ejeção entre 50 e 59% denominada como Insuficiência Cardíaca de fração de ejeção intermediária.

Pérola Clínica

Classificação IC: FEVE ≥ 50% (ICFEP), FEVE < 40% (ICFER), FEVE 40-49% (ICFEi).

Resumo-Chave

A classificação da insuficiência cardíaca pela fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) é crucial para o diagnóstico, prognóstico e, principalmente, para guiar a terapia medicamentosa, que difere significativamente entre os grupos.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa, caracterizada por sintomas e sinais resultantes de uma alteração estrutural ou funcional cardíaca que compromete o enchimento ventricular ou a ejeção de sangue. A prevalência da IC é alta e aumenta com a idade, sendo uma das principais causas de hospitalização e mortalidade globalmente. A classificação baseada na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) é um pilar fundamental para o diagnóstico e manejo. As diretrizes atuais dividem a IC em três categorias principais: Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP), definida por FEVE ≥ 50%; Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER), definida por FEVE < 40%; e Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Intermediária (ICFEi), com FEVE entre 40% e 49%. Essa distinção é crucial porque as abordagens terapêuticas e os prognósticos variam consideravelmente entre os grupos, refletindo diferentes mecanismos fisiopatológicos subjacentes. Para residentes, é essencial memorizar esses pontos de corte, pois eles guiam a escolha de medicamentos e intervenções. O tratamento da ICFER é bem estabelecido com terapias que melhoram a sobrevida, enquanto o manejo da ICFEP e ICFEi tem evoluído, com os inibidores do SGLT2 emergindo como uma classe de medicamentos benéfica para todas as categorias de FEVE. A compreensão precisa dessas definições é vital para a prática clínica e para as provas de residência.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da classificação da IC pela FEVE no manejo?

A classificação pela FEVE é fundamental pois o tratamento farmacológico e as estratégias terapêuticas diferem significativamente para cada categoria (ICFEP, ICFER, ICFEi), impactando diretamente o prognóstico.

Quais são os principais pilares do tratamento da IC com fração de ejeção reduzida (ICFER)?

O tratamento da ICFER inclui inibidores da ECA/BRA, betabloqueadores, antagonistas do receptor de mineralocorticoide e inibidores do SGLT2, além de dispositivos em casos selecionados.

A Insuficiência Cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) tem tratamento específico?

O tratamento da ICFEP é mais desafiador e foca no controle de comorbidades e sintomas. Recentemente, os inibidores do SGLT2 demonstraram benefício na redução de hospitalizações e mortalidade.

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