CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
A principal terminologia usada para definir o diagnóstico de Insuficiência Cardíaca baseia-se na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) sendo CORRETO afirmar:
Classificação IC: FEVE ≥ 50% (ICFEP), FEVE < 40% (ICFER), FEVE 40-49% (ICFEi).
A classificação da insuficiência cardíaca pela fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) é crucial para o diagnóstico, prognóstico e, principalmente, para guiar a terapia medicamentosa, que difere significativamente entre os grupos.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa, caracterizada por sintomas e sinais resultantes de uma alteração estrutural ou funcional cardíaca que compromete o enchimento ventricular ou a ejeção de sangue. A prevalência da IC é alta e aumenta com a idade, sendo uma das principais causas de hospitalização e mortalidade globalmente. A classificação baseada na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) é um pilar fundamental para o diagnóstico e manejo. As diretrizes atuais dividem a IC em três categorias principais: Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEP), definida por FEVE ≥ 50%; Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida (ICFER), definida por FEVE < 40%; e Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Intermediária (ICFEi), com FEVE entre 40% e 49%. Essa distinção é crucial porque as abordagens terapêuticas e os prognósticos variam consideravelmente entre os grupos, refletindo diferentes mecanismos fisiopatológicos subjacentes. Para residentes, é essencial memorizar esses pontos de corte, pois eles guiam a escolha de medicamentos e intervenções. O tratamento da ICFER é bem estabelecido com terapias que melhoram a sobrevida, enquanto o manejo da ICFEP e ICFEi tem evoluído, com os inibidores do SGLT2 emergindo como uma classe de medicamentos benéfica para todas as categorias de FEVE. A compreensão precisa dessas definições é vital para a prática clínica e para as provas de residência.
A classificação pela FEVE é fundamental pois o tratamento farmacológico e as estratégias terapêuticas diferem significativamente para cada categoria (ICFEP, ICFER, ICFEi), impactando diretamente o prognóstico.
O tratamento da ICFER inclui inibidores da ECA/BRA, betabloqueadores, antagonistas do receptor de mineralocorticoide e inibidores do SGLT2, além de dispositivos em casos selecionados.
O tratamento da ICFEP é mais desafiador e foca no controle de comorbidades e sintomas. Recentemente, os inibidores do SGLT2 demonstraram benefício na redução de hospitalizações e mortalidade.
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