UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Mulher de 92 anos, caucasiana, viúva, do lar, com diagnósticos prévios de hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia. Começou a apresentar dispneia aos moderados esforços, que se tornou progressiva até se manifestar ao repouso, associada à dispneia paroxística noturna e ortopneia. De acordo com quadro clínico acima, assinale a alternativa CORRETA.
Dispneia progressiva + DPN + ortopneia em idosa com HAS → IC. ECG pode mostrar FA e sobrecarga VE/AE.
O quadro clínico de dispneia progressiva, dispneia paroxística noturna e ortopneia em uma idosa com histórico de HAS e dislipidemia é altamente sugestivo de insuficiência cardíaca (IC), provavelmente com fração de ejeção preservada (ICFEP) devido à idade e comorbidades. A fibrilação atrial é uma arritmia comum na IC e a sobrecarga de câmaras esquerdas é uma consequência da HAS crônica.
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa, caracterizada por sintomas como dispneia e fadiga, e sinais como edema, resultantes de uma anormalidade estrutural ou funcional cardíaca que compromete o enchimento ventricular ou a ejeção de sangue. Em idosos, a IC é prevalente, frequentemente associada a comorbidades como hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, e pode se manifestar de forma insidiosa com dispneia progressiva, dispneia paroxística noturna e ortopneia. O diagnóstico da IC é clínico, mas exames complementares são essenciais. O eletrocardiograma (ECG) pode revelar achados importantes como fibrilação atrial, uma arritmia comum que pode precipitar ou agravar a IC, e sinais de sobrecarga atrial e/ou ventricular esquerda, que refletem a adaptação do coração a condições crônicas como a hipertensão. A radiografia de tórax pode mostrar cardiomegalia e sinais de congestão pulmonar, enquanto o ecocardiograma é crucial para avaliar a função ventricular e a etiologia. O manejo da IC em idosos é desafiador devido à polifarmácia e comorbidades. O tratamento visa aliviar sintomas, melhorar a qualidade de vida e reduzir hospitalizações. Diuréticos são usados para controle da congestão, e outras medicações como inibidores da ECA, betabloqueadores e antagonistas de receptores de mineralocorticoides são fundamentais. A fibrilação atrial deve ser controlada, seja por controle de ritmo ou frequência, para otimizar a função cardíaca e prevenir eventos tromboembólicos.
Os sintomas clássicos incluem dispneia aos esforços, dispneia paroxística noturna (DPN), ortopneia, tosse seca e fadiga. Estes resultam da congestão pulmonar e da baixa perfusão sistêmica.
A fibrilação atrial é uma arritmia comum na insuficiência cardíaca, podendo ser causa ou consequência. Ela pode precipitar ou agravar a IC ao reduzir o enchimento ventricular e aumentar a frequência cardíaca, comprometendo o débito cardíaco.
No ECG, a sobrecarga ventricular esquerda pode ser indicada por critérios de voltagem (ex: Sokolow-Lyon > 35 mm), desvio do eixo para a esquerda, e alterações da repolarização ventricular (ondas T invertidas ou infradesnivelamento de ST em V5-V6).
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