PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2024
Paciente, sexo masculino, 70 anos de idade, é trazido ao ambulatório relatando dor em membros inferiores ao andar três quarteirões, com melhora ao repouso, há seis meses. É portador de diabetes mellitus, hipertensão arterial e dislipidemia, em uso regular das medicações. Ao exame físico, bom estado geral, corado, FC: 60bpm, PA: 138x78mmHg; auscultas cardíaca e respiratória sem alterações; pulsos pedioso e tibial posterior bilateral diminuídos, pele seca e com perda de fâneros em pernas e pés.Diante do caso clínico, indique a principal suspeita diagnóstica para este paciente:
Dor em MMII ao esforço que melhora com repouso + pulsos diminuídos + fatores de risco = Insuficiência Arterial Crônica.
A claudicação intermitente, dor nos membros inferiores desencadeada pelo exercício e aliviada pelo repouso, é o sintoma clássico da insuficiência arterial crônica, geralmente causada por aterosclerose. A presença de fatores de risco cardiovasculares e achados de exame físico como pulsos diminuídos e alterações tróficas reforçam o diagnóstico.
A insuficiência arterial crônica (IAC), ou doença arterial periférica (DAP), é uma condição comum, especialmente em idosos e pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular, como diabetes, hipertensão, dislipidemia e tabagismo. É caracterizada pela obstrução progressiva das artérias que irrigam os membros, mais frequentemente os inferiores, levando à isquemia tecidual. O sintoma cardinal é a claudicação intermitente, dor muscular que surge com o esforço e melhora com o repouso. No exame físico, são esperados achados como diminuição ou ausência de pulsos periféricos, alterações tróficas na pele (ressecamento, perda de pelos, unhas espessas), palidez à elevação do membro e rubor à dependência. Esses sinais indicam comprometimento do fluxo sanguíneo. O diagnóstico é primariamente clínico, mas pode ser confirmado e quantificado por exames complementares. O tratamento visa aliviar os sintomas, prevenir a progressão da doença e reduzir o risco de eventos cardiovasculares maiores, incluindo controle rigoroso dos fatores de risco, terapia antiplaquetária e, em casos selecionados, revascularização.
O sintoma mais clássico é a claudicação intermitente, que é uma dor muscular nos membros inferiores que ocorre durante o exercício e é aliviada pelo repouso. Em casos avançados, pode haver dor em repouso e lesões tróficas.
Os principais fatores de risco são diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia, tabagismo e idade avançada, todos contribuindo para o desenvolvimento da aterosclerose.
O exame físico pode revelar pulsos arteriais diminuídos ou ausentes, alterações tróficas na pele (pele seca, perda de pelos, atrofia), palidez à elevação e rubor à dependência, e tempo de enchimento capilar prolongado.
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