UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
A insuficiência aórtica causa importante sobrecarga sobre o ventrículo esquerdo. Quando graduada como importante, com o paciente sintomático, deve ser corrigida cirurgicamente. Porém, mesmo nos pacientes assintomáticos, em algumas condições deve ser indicada a correção cirúrgica. Marque, dentre as alternativas abaixo, aquela que, se presente em paciente assintomático e com insuficiência aórtica graduada como importante, é indicador de cirurgia:
IAo grave assintomática → Cirurgia se FEVE < 50% OU dilatação VE significativa.
Em pacientes com insuficiência aórtica importante e assintomáticos, a indicação de correção cirúrgica é baseada em parâmetros objetivos de disfunção ou dilatação do ventrículo esquerdo, como fração de ejeção < 50% ou dilatação significativa do VE, para prevenir danos irreversíveis.
A insuficiência aórtica (IAo) é uma valvopatia caracterizada pelo refluxo de sangue da aorta para o ventrículo esquerdo (VE) durante a diástole, resultando em sobrecarga de volume no VE. Em casos de IAo grave, o VE compensa inicialmente com hipertrofia e dilatação, mantendo a função sistólica. No entanto, com o tempo, essa sobrecarga pode levar à disfunção ventricular esquerda irreversível e ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca. A indicação de correção cirúrgica da IAo em pacientes assintomáticos é um ponto crítico na prática cardiológica, visando prevenir o dano miocárdico irreversível antes do surgimento de sintomas. As diretrizes atuais recomendam a cirurgia quando há evidências de disfunção sistólica do VE, definida por uma fração de ejeção do VE (FEVE) menor que 50%, ou dilatação significativa do VE, mesmo na ausência de sintomas. Parâmetros ecocardiográficos como a dimensão sistólica final do VE (DSFVE) > 50 mm ou a dimensão diastólica final do VE (DDFVE) > 65 mm são frequentemente utilizados como gatilhos para a intervenção. O manejo desses pacientes requer monitoramento rigoroso com ecocardiogramas seriados para identificar precocemente os sinais de disfunção ou dilatação ventricular. A decisão cirúrgica deve ser individualizada, considerando a idade do paciente, comorbidades e a experiência da equipe cirúrgica. A intervenção no momento adequado é fundamental para otimizar os resultados e melhorar a qualidade de vida e o prognóstico a longo prazo.
Os principais critérios incluem disfunção sistólica do ventrículo esquerdo (fração de ejeção < 50%) ou dilatação significativa do ventrículo esquerdo, como dimensão sistólica final > 50 mm ou dimensão diastólica final > 65 mm, dependendo das diretrizes.
A dilatação progressiva do ventrículo esquerdo, mesmo na ausência de sintomas, indica que o coração está sob estresse crônico e pode levar a disfunção irreversível. A intervenção cirúrgica precoce pode prevenir essa deterioração e melhorar o prognóstico.
Atrasar a cirurgia pode levar ao desenvolvimento de disfunção ventricular esquerda irreversível, insuficiência cardíaca sintomática, arritmias e aumento da mortalidade. A intervenção no momento certo é crucial para preservar a função cardíaca.
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