SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Na insuficiência aórtica grave acontece a seguinte alteração:
Insuficiência aórtica grave → Sopro de Austin Flint (mesodiastólico apical) sem estalido de abertura.
O sopro de Austin Flint é um achado clássico na insuficiência aórtica grave. É um sopro mesodiastólico apical, funcional, causado pelo jato regurgitante aórtico que impede a abertura completa da valva mitral, simulando uma estenose mitral, mas sem as características de uma valvopatia mitral orgânica (como estalido de abertura).
A insuficiência aórtica (IA) grave é uma valvopatia caracterizada pelo refluxo de sangue da aorta para o ventrículo esquerdo durante a diástole, levando a sobrecarga de volume e, eventualmente, a disfunção ventricular esquerda. Seu diagnóstico é fundamentalmente clínico, com achados característicos ao exame físico que o residente deve dominar. Um dos achados mais importantes na IA grave é o sopro de Austin Flint. Este é um sopro mesodiastólico ou telediastólico, de baixa frequência, audível no ápice cardíaco, que simula uma estenose mitral. No entanto, é um sopro funcional, causado pelo jato regurgitante aórtico que interfere na abertura da valva mitral, e não por uma doença intrínseca da valva mitral. A ausência de estalido de abertura e de B1 hiperfonética são cruciais para diferenciá-lo de uma estenose mitral orgânica. Outros sinais incluem o sopro diastólico de regurgitação aórtica (protodiastólico, decrescendo, em foco aórtico), pulso de Corrigan (em martelo d'água), pressão de pulso ampla e sinais periféricos de hiperfluxo. O tratamento definitivo é cirúrgico (troca valvar aórtica), mas o manejo clínico visa controlar a sobrecarga de volume e a pressão arterial, postergando a cirurgia em casos selecionados.
Além do sopro diastólico de regurgitação aórtica, pode-se encontrar pulso de Corrigan (em martelo d'água), pressão de pulso ampla, sinal de Musset (balanço da cabeça), sopro de Austin Flint (mesodiastólico apical) e hipertrofia ventricular esquerda.
O sopro de Austin Flint é um sopro funcional causado pelo jato de regurgitação aórtica que atinge a cúspide anterior da valva mitral, impedindo sua abertura completa durante a diástole e criando um fluxo turbulento na via de entrada do ventrículo esquerdo.
O sopro de Austin Flint, ao contrário da estenose mitral orgânica, não é acompanhado de estalido de abertura da valva mitral nem de B1 hiperfonética. Além disso, a etiologia é a insuficiência aórtica, e não uma doença reumática ou degenerativa da valva mitral.
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