UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019
Homem, 63 a, com cansaço progressivo aos esforços há 5 meses. Antecedentes pessoais: espondilite anquilosante há 10 anos. Exame físico: PA = 148 X 52 mmHg; FC = 92 bpm. Coração: ritmo cardíaco regular e um sopro, que está representado abaixo: O SINAL SEMIOLÓGICO ESPERADO É:
Insuficiência aórtica grave → PA diastólica baixa, pressão de pulso alargada, sinais periféricos (Sinal de Müller).
A espondilite anquilosante pode causar aortite e insuficiência aórtica. A insuficiência aórtica grave leva a uma pressão de pulso alargada (PA sistólica alta e diastólica baixa) e diversos sinais periféricos de hiperdinamismo circulatório, como o Sinal de Müller (pulsação da úvula).
A insuficiência aórtica é uma valvulopatia comum, e sua identificação precoce é crucial para o manejo adequado. Em pacientes com espondilite anquilosante, a suspeita deve ser ainda maior devido à associação conhecida entre as duas condições. A aortite é uma complicação cardíaca importante da espondilite anquilosante, levando à dilatação da raiz da aorta e à insuficiência valvar. O conhecimento dos sinais semiológicos é fundamental para o diagnóstico clínico. O exame físico detalhado é a pedra angular para o diagnóstico da insuficiência aórtica. A presença de um sopro diastólico em decrescendo, melhor audível na borda esternal esquerda, e a pressão de pulso alargada são achados clássicos. Além disso, a busca por sinais periféricos de hiperdinamismo, como o Sinal de Müller, Sinal de Corrigan, Sinal de Musset e Sinal de Duroziez, reforça a suspeita e indica a gravidade da regurgitação aórtica. A ausculta atenta e a palpação dos pulsos são habilidades essenciais. O manejo da insuficiência aórtica depende da sua etiologia, gravidade e presença de sintomas ou disfunção ventricular. Em casos de insuficiência aórtica grave e sintomática, ou com disfunção ventricular, a intervenção cirúrgica (troca valvar aórtica) é geralmente indicada. O acompanhamento ecocardiográfico regular é essencial para monitorar a progressão da doença e guiar as decisões terapêuticas, especialmente em pacientes assintomáticos.
Os principais sinais incluem sopro diastólico em decrescendo, pressão de pulso alargada (PA sistólica alta e diastólica baixa), e sinais periféricos como o Sinal de Müller (pulsação da úvula), Sinal de Corrigan (pulso em martelo d'água) e Sinal de Musset (balanço da cabeça).
A espondilite anquilosante é uma espondiloartropatia que pode causar manifestações extra-articulares, incluindo aortite (inflamação da aorta). Essa inflamação pode levar à dilatação da raiz da aorta e à insuficiência da valva aórtica, resultando em insuficiência aórtica crônica.
Na insuficiência aórtica, o sangue reflui do ventrículo esquerdo para a aorta durante a diástole, diminuindo a pressão diastólica. Durante a sístole, o ventrículo esquerdo ejeta um volume maior de sangue para compensar o refluxo, aumentando a pressão sistólica. Essa combinação resulta em uma grande diferença entre as pressões sistólica e diastólica, caracterizando a pressão de pulso alargada.
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