Insuficiência Aórtica: Etiologia e Diagnóstico Clínico

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2024

Enunciado

Homem, 41 anos de idade, dá entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por sintomas de dispneia aos esforços e fadiga progressiva, há cerca de 4 meses. Inicialmente, as queixas eram aos esforços moderados e agora ocorrem mesmo em repouso. Ele relata ainda palpitações. Nega febre, sudorese noturna, ou perda de peso; ao exame, PA: 130x80mmHg, FC: 100bpm. Ausculta com ritmo cardíaco regular, sopro diastólico em foco aórtico, irradiado para vasos cervicais.Dentre as causas listadas a seguir, identifique aquelas, mais provavelmente, implicadas na etiologia do quadro clínico:

Alternativas

  1. A) Febre reumática, endocardite infecciosa.
  2. B) Lúpus eritematoso sistêmico, trauma.
  3. C) Prolapso valvar, arterite de Takayasu.
  4. D) Síndrome de Marfan, aneurisma aórtico.

Pérola Clínica

Sopro diastólico aspirativo no foco aórtico → Insuficiência Aórtica.

Resumo-Chave

A insuficiência aórtica crônica manifesta-se com sintomas de baixo débito e congestão pulmonar; no Brasil, a febre reumática e a endocardite são causas etiológicas fundamentais.

Contexto Educacional

A insuficiência aórtica (IAo) resulta da incompetência da valva aórtica, permitindo o refluxo de sangue da aorta para o ventrículo esquerdo durante a diástole. Isso gera sobrecarga de volume e pressão no VE, levando à hipertrofia excêntrica e eventual falência ventricular. O quadro clínico descrito (dispneia, fadiga, palpitações e sopro diastólico) é clássico. A febre reumática causa sequelas valvares permanentes, enquanto a endocardite promove destruição tecidual. Outras causas como Marfan ou aneurismas geralmente cursam com dilatação da raiz aórtica, mas a associação com febre reumática e endocardite é a mais frequente em provas quando se busca a etiologia base.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de insuficiência aórtica crônica?

Globalmente, as causas variam conforme a região. Em países em desenvolvimento, a febre reumática continua sendo uma causa prevalente, levando ao espessamento e retração das cúspides. Em países desenvolvidos, a dilatação da raiz da aorta (por hipertensão ou doenças do tecido conjuntivo) e a valva aórtica bicúspide são mais comuns. A endocardite infecciosa pode causar tanto quadros agudos quanto crônicos por destruição valvar.

Como é caracterizado o sopro da insuficiência aórtica?

É um sopro diastólico, de alta frequência (aspirativo), melhor ouvido com o diafragma do estetoscópio no foco aórtico ou no foco aórtico acessório (3º espaço intercostal esquerdo), com o paciente sentado e inclinado para frente em expiração máxima. Pode irradiar para a borda esternal esquerda ou vasos cervicais.

O que é o sopro de Austin Flint?

É um sopro diastólico de baixa frequência (ruflar) ouvido no ápice cardíaco em pacientes com insuficiência aórtica grave. Ele ocorre devido ao jato de regurgitação aórtica que atinge o folheto anterior da valva mitral, criando uma estenose mitral funcional durante a diástole.

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