SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
A figura abaixo ilustra a evolução das pressões sistólica e diastólica ao longo da história natural da
Insuficiência Aórtica → Regurgitação VE → Sobrecarga volume → ↑ Pressão sistólica, ↓ Pressão diastólica → Pressão de pulso alargada.
A insuficiência aórtica é caracterizada pela regurgitação de sangue da aorta para o ventrículo esquerdo durante a diástole. Isso leva a uma sobrecarga de volume no VE, resultando em aumento da pressão sistólica (para ejetar o volume extra) e diminuição da pressão diastólica (pelo refluxo), o que alarga a pressão de pulso.
A Insuficiência Aórtica (IAo) é uma valvopatia caracterizada pelo refluxo de sangue da aorta para o ventrículo esquerdo (VE) durante a diástole, devido ao fechamento inadequado da valva aórtica. Sua importância clínica reside na sobrecarga de volume crônica imposta ao VE, que pode levar à disfunção ventricular e insuficiência cardíaca se não tratada. A fisiopatologia da IAo envolve a sobrecarga de volume do VE, que, para ejetar o volume regurgitado mais o volume normal, desenvolve hipertrofia excêntrica e dilatação. Hemodinamicamente, isso se manifesta por um aumento da pressão sistólica (devido ao maior volume ejetado) e uma diminuição da pressão diastólica (devido ao refluxo de sangue para o VE), resultando em uma pressão de pulso classicamente alargada. A história natural da IAo pode ser longa e assintomática, mas a progressão leva a sintomas como dispneia, angina e palpitações. O diagnóstico é feito por ecocardiografia. O tratamento pode variar de acompanhamento clínico a intervenção cirúrgica (troca ou reparo valvar) em casos sintomáticos ou com disfunção ventricular significativa, visando prevenir danos irreversíveis ao miocárdio.
O alargamento da pressão de pulso ocorre devido ao aumento do volume sistólico (elevando a pressão sistólica) e ao refluxo diastólico (reduzindo a pressão diastólica), resultando em uma grande diferença entre elas.
Os mecanismos compensatórios incluem dilatação e hipertrofia excêntrica do ventrículo esquerdo, que permitem manter o débito cardíaco por um tempo, mas podem levar à disfunção ventricular.
Os sintomas incluem dispneia de esforço, angina, palpitações, fadiga e, em casos graves, sinais de insuficiência cardíaca congestiva.
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