HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Adolescente, sexo masculino, 16 anos, procurou a Emergência de um hospital com quadro de anorexia, náusea, vômito, dor abdominal, fraqueza, astenia, mialgia, perda de peso e hipotensão postural. Tem diagnóstico de asma grave desde os 6 anos de idade mas, atualmente, abandonou o seguimento. Estava fazendo uso de corticoide inalatório oral de forma irregular e há três meses vem tomando corticoides orais, quando crise, de forma intermitente. Há três dias fez uma viagem para a casa de parentes e não levou suas medicações. Ao exame físico encontrava-se em REG, afebril, desidratado, descorado e hipotenso. Entre as seguintes hipótese diagnósticas, a mais provável para este paciente é
Suspensão abrupta de corticoide crônico → Insuficiência adrenal secundária → Crise adrenal.
O uso prolongado e irregular de corticoides exógenos, como no caso de asma grave, suprime o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. A suspensão abrupta da medicação impede a produção endógena de cortisol, levando à insuficiência adrenal secundária, que pode culminar em crise adrenal com hipotensão, vômitos e fraqueza.
A insuficiência adrenal secundária é uma condição endócrina grave, frequentemente iatrogênica, resultante da supressão crônica do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) pelo uso prolongado de corticosteroides exógenos. Pacientes com doenças crônicas que exigem terapia com corticoides, como asma grave, doenças autoimunes ou transplantados, estão em risco. A interrupção abrupta ou a redução inadequada da dose de corticoides pode precipitar uma crise adrenal, uma emergência médica com alta morbimortalidade, sendo um tema crítico para a formação médica. A fisiopatologia envolve a inibição da secreção de ACTH pela hipófise devido ao feedback negativo dos corticoides exógenos. Isso leva à atrofia da zona fasciculada e reticular do córtex adrenal, resultando em deficiência de cortisol. Ao contrário da insuficiência adrenal primária (doença de Addison), a zona glomerulosa é geralmente poupada, mantendo a produção de aldosterona. Os sintomas da insuficiência adrenal incluem fadiga, fraqueza, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, perda de peso e hipotensão postural. Em situações de estresse (infecção, cirurgia, trauma) ou após a retirada abrupta do corticoide, pode ocorrer uma crise adrenal, com choque, hipoglicemia e distúrbios eletrolíticos. O diagnóstico é baseado na história clínica de uso de corticoides e nos sintomas. Testes laboratoriais incluem dosagem de cortisol sérico basal e teste de estímulo com ACTH. O tratamento da crise adrenal é uma emergência, com administração imediata de hidrocortisona intravenosa, fluidos e correção de distúrbios eletrolíticos. A prevenção é fundamental, com a retirada gradual dos corticoides em pacientes em uso crônico e a educação sobre a necessidade de doses de estresse em situações de doença ou cirurgia.
A insuficiência adrenal secundária é causada pela supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal devido ao uso prolongado e irregular de corticoides exógenos para asma, seguido pela suspensão abrupta da medicação.
Os sintomas incluem hipotensão, fraqueza, astenia, mialgia, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal e, em casos graves, choque e coma.
Na insuficiência adrenal secundária, a deficiência é de ACTH, preservando a produção de aldosterona, e não há hiperpigmentação. Na doença de Addison (primária), há destruição da córtex adrenal, afetando cortisol e aldosterona, com hiperpigmentação devido ao aumento compensatório de ACTH.
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