Crise Adrenal Aguda: Diagnóstico e Conduta no Pós-Operatório

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 36 anos com histórico de DPOC, em uso de prednisona 10 mg/dia, há 2 anos, dá entrada no pronto atendimento com quadro de dor abdominal difusa associada a distensão e febre. A tomografia de abdome, realizada na admissão, evidenciou sinais de pneumoperitônio. Foi submetida à laparotomia exploradora com achado de úlcera duodenal perfurada, sendo submetida à duodenorrafia primária com confecção de patch omental. Durante a abordagem cirúrgica, apresentou quadro de hipotensão refratária à reposição volêmica, sendo necessário uso de drogas vasoativas. Evoluiu com manutenção da hipotensão no pós-operatório imediato, mantendo PA: 80x50 mmHg, hipoglicemia (glicemia capilar 56 mg/dL). A diurese também se mostra diminuída, havendo hiponatremia (Na+ 128 mEq/L) com potássio sérico normal. Com base na hipótese diagnóstica mais provável, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Trata-se de um quadro de insuficiência adrenal primária, sendo indicada introdução de mineralocorticoide por via oral para controle hidroeletrolítico no pós-operatório imediato.
  2. B) Trata-se de quadro de insuficiência adrenal aguda secundária à supressão de corticoterapia prolongada, sendo indicada terapia com hidrocortisona intravenosa.
  3. C) O uso prévio de prednisona impede a ocorrência de insuficiência adrenal no perioperatório, sendo a causa da hipotensão, muito provavelmente, séptica.
  4. D) O teste de estimulação com ACTH precisa confirmar o diagnóstico antes de qualquer intervenção medicamentosa.
  5. E) Os níveis séricos de potássio, estando normais, afastam o diagnóstico de insuficiência adrenal aguda, tornando a insuficiência pituitária a principal hipótese.

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