FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2021
Mulher de 47 anos de idade, lúpica e hipertensa, com prescrição ambulatorial de hidroxicloroquina, azatioprina, prednisona, enalapril e hidroclorotiazida, retorna ao ambulatório com queixa de tontura há 5 dias, especialmente pela manhã ao se levantar da cama. Ao exame clínico, pressão arterial em posição supina = 126 x 84 mmHg, e em pé = 102 x 72 mmHg. Ao final da consulta, revela que perdeu a receita de uma das medicações prescritas e não está fazendo uso desta há uma semana, mas não se lembra qual o nome do remédio. Qual das medicações explicam os achados clínicos na presente consulta?
Retirada abrupta de prednisona após uso crônico → insuficiência adrenal secundária → hipotensão postural.
A retirada abrupta de corticosteroides como a prednisona, após uso prolongado, pode levar à insuficiência adrenal secundária. Isso ocorre porque a supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal impede a produção endógena de cortisol, resultando em sintomas como fadiga, náuseas, hipoglicemia e, notavelmente, hipotensão postural.
A insuficiência adrenal secundária é uma condição causada pela deficiência de ACTH, geralmente devido à supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal pelo uso prolongado de corticosteroides exógenos. É uma complicação comum e potencialmente grave da terapia com glicocorticoides, especialmente quando a retirada é abrupta. A importância clínica reside no risco de crise adrenal, uma emergência médica com alta mortalidade se não tratada prontamente. A fisiopatologia envolve a inibição da secreção de CRH hipotalâmico e ACTH hipofisário pelos glicocorticoides exógenos, o que leva à atrofia do córtex adrenal e à diminuição da produção de cortisol. Quando o corticoide é retirado subitamente, as adrenais atróficas não conseguem retomar a produção de cortisol rapidamente, resultando em deficiência. Os sintomas incluem fadiga, fraqueza, náuseas, vômitos, dor abdominal e, crucialmente, hipotensão postural devido à falta de cortisol, que tem papel na manutenção do tônus vascular e na resposta a catecolaminas. O tratamento da insuficiência adrenal secundária aguda envolve a reposição de glicocorticoides (hidrocortisona) e suporte hemodinâmico. A prevenção é feita pela retirada gradual dos corticosteroides, permitindo a recuperação do eixo. O prognóstico é bom com o manejo adequado, mas a falta de reconhecimento pode levar a desfechos graves. É fundamental que médicos e pacientes estejam cientes dos riscos da interrupção abrupta da corticoterapia.
Os sintomas incluem fadiga, fraqueza, náuseas, vômitos, dor abdominal, hipoglicemia, perda de peso e, classicamente, hipotensão postural.
O uso prolongado de prednisona suprime o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, levando à atrofia das glândulas adrenais e à incapacidade de produzir cortisol endógeno quando o medicamento é interrompido subitamente.
A hipotensão por insuficiência adrenal geralmente vem acompanhada de outros sintomas como fadiga e náuseas, e o histórico de retirada de corticosteroide é chave. Anti-hipertensivos causam hipotensão sem esses sintomas adicionais.
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