PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Paciente de 56 anos é admitido em serviço de pronto atendimento com quadro de hipoglicemia, que é prontamente revertida após a infusão de glicose hipertônica. Refere que esse não é o primeiro episódio e que tem apresentado episódios de hipotensão ortostática e de diarreia. Ao receber os resultados dos exames laboratoriais, você encontroa: Potássio: 6,2mEq/L; Sódio: 130 mEq/L; Creatinina: 1,1mg/dL; Ureia 32 mg/dL; Hemoglobina 10 g/dL; VCM. 82fL; HCM 28pg; CHCM 33g/dL; Leucócitos 6382/ µL, com 0% de bastões 12% de eosinófilos. Sobre o quadro provável do paciente, assinale a alternativa CORRETA.
Hipoglicemia, hipotensão ortostática, hipercalemia, hiponatremia e eosinofilia → Suspeitar de Insuficiência Adrenal Primária (Addison).
O quadro clínico com hipoglicemia, hipotensão ortostática, hipercalemia e hiponatremia, associado à eosinofilia, é altamente sugestivo de insuficiência adrenal primária (Doença de Addison). A deficiência de cortisol e aldosterona leva a esses desequilíbrios metabólicos e hemodinâmicos.
A insuficiência adrenal primária, também conhecida como Doença de Addison, é uma condição rara e potencialmente fatal causada pela destruição das glândulas adrenais, resultando em deficiência de cortisol, aldosterona e andrógenos adrenais. A causa mais comum é autoimune, mas pode ser decorrente de infecções (tuberculose), metástases ou hemorragia adrenal. É crucial reconhecer seus sintomas, que podem ser insidiosos e inespecíficos. O quadro clínico é caracterizado por fadiga progressiva, fraqueza, perda de peso, anorexia, náuseas, vômitos, dor abdominal e, classicamente, hiperpigmentação da pele e mucosas devido ao aumento do ACTH. Achados laboratoriais incluem hiponatremia, hipercalemia, hipoglicemia e, por vezes, eosinofilia. A hipotensão ortostática é um sinal comum, refletindo a deficiência de mineralocorticoides. O diagnóstico é confirmado pela dosagem de cortisol sérico basal baixo e ACTH plasmático elevado (na insuficiência primária), além do teste de estímulo com ACTH. O tratamento consiste na reposição hormonal de glicocorticoides (hidrocortisona ou prednisona) e mineralocorticoides (fludrocortisona), ajustada individualmente. A educação do paciente sobre a doença e o manejo de situações de estresse (como febre, cirurgia) com aumento da dose de glicocorticoide é vital para prevenir a crise adrenal.
Os sintomas incluem fadiga crônica, fraqueza muscular, perda de peso, hiperpigmentação da pele e mucosas, hipotensão ortostática, hipoglicemia, náuseas, vômitos e dor abdominal. Em casos agudos, pode ocorrer crise adrenal.
A hipercalemia e hiponatremia são causadas pela deficiência de aldosterona, um mineralocorticoide produzido pelas adrenais. A falta de aldosterona impede a reabsorção de sódio e a excreção de potássio nos túbulos renais, levando a esses desequilíbrios eletrolíticos.
O diagnóstico é confirmado pela dosagem de cortisol sérico basal baixo e ACTH plasmático elevado (na insuficiência primária), além do teste de estímulo com ACTH (teste da cosintropina), que demonstra uma resposta inadequada do cortisol.
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