SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
Na Insuficiência adrenal primária são comumente encontradas as seguintes alterações clínicas e laboratoriais:
Insuficiência Adrenal Primária → Hipotensão, Hipoglicemia, Eosinofilia, Hiponatremia, Hipercalemia.
A insuficiência adrenal primária (Doença de Addison) é caracterizada pela deficiência de cortisol e aldosterona. A deficiência de cortisol leva a hipoglicemia e eosinofilia, enquanto a deficiência de aldosterona causa perda de sódio e retenção de potássio, resultando em hiponatremia, hipercalemia e hipotensão.
A Insuficiência Adrenal Primária, também conhecida como Doença de Addison, é uma condição rara e potencialmente fatal caracterizada pela destruição do córtex adrenal, resultando em deficiência de glicocorticoides (cortisol), mineralocorticoides (aldosterona) e, em mulheres, androgênios adrenais. A etiologia mais comum é autoimune, mas pode ser causada por infecções (tuberculose), metástases ou hemorragia adrenal. A importância clínica reside no risco de crise adrenal, uma emergência médica. A fisiopatologia das alterações clínicas e laboratoriais decorre da deficiência hormonal. A falta de cortisol leva à hipoglicemia (pela redução da gliconeogênese e aumento da sensibilidade à insulina), fadiga, fraqueza e eosinofilia. A deficiência de aldosterona resulta em perda renal de sódio e água, causando hiponatremia, hipovolemia e hipotensão, além de retenção de potássio, levando à hipercalemia. A hiperpigmentação é um sinal característico, devido ao aumento do ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) que estimula os melanócitos. O diagnóstico é confirmado pela dosagem de cortisol basal baixo e ACTH elevado, e pelo teste de estímulo com ACTH sintético (Synacthen). O tratamento consiste na reposição hormonal vitalícia com glicocorticoides (hidrocortisona ou prednisona) e mineralocorticoides (fludrocortisona). A educação do paciente sobre a doença, a importância da medicação e o manejo de situações de estresse (aumento da dose de glicocorticoides) são cruciais para prevenir crises adrenais e garantir uma boa qualidade de vida.
Os sintomas incluem fadiga crônica, fraqueza muscular, perda de peso, anorexia, hiperpigmentação da pele e mucosas, hipotensão postural, náuseas, vômitos e dor abdominal.
A hipotensão é devido à deficiência de aldosterona, que causa perda de sódio e água, levando à hipovolemia. A hipoglicemia é resultado da deficiência de cortisol, que é um hormônio contrarregulador da glicose e essencial na gliconeogênese.
As alterações eletrolíticas típicas são hiponatremia (devido à perda de sódio pela deficiência de aldosterona) e hipercalemia (devido à retenção de potássio pela mesma deficiência).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo