HDG - Hospital Dilson Godinho (MG) — Prova 2015
Mulher de 40 anos comparece para avaliação de perda de peso há 1 ano. Ela refere também astenia importante, anorexia, náuseas e vômitos. Ela fez tratamento para tuberculose há 03 anos. Durante o exame físico, você observa hiperpigmentação de joelhos, cotovelos, mamilos e pregas palmares. Há também rarefação de pelos axilares e pubianos. A pressão arterial é 90 x 60 mmHg. Exames laboratoriais mostram eosinofilia, sódio sérico de 128 mEq/L e potássio 6,0 mEq/L. A dosagem de qual hormônio é mais importante nesse caso?
Hiperpigmentação + hipotensão + hiponatremia + hipercalemia → suspeitar de Doença de Addison; dosar Cortisol.
O quadro clínico de astenia, perda de peso, hiperpigmentação de mucosas e áreas de atrito, hipotensão, hiponatremia e hipercalemia é altamente sugestivo de insuficiência adrenal primária (Doença de Addison). A dosagem de cortisol sérico é fundamental para o diagnóstico, especialmente em um paciente com histórico de tuberculose, uma causa comum de destruição adrenal.
A insuficiência adrenal primária, também conhecida como Doença de Addison, é uma condição rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pela destruição do córtex adrenal e consequente deficiência na produção de glicocorticoides, mineralocorticoides e андrógenos adrenais. A etiologia mais comum é autoimune, mas em regiões endêmicas ou em pacientes com histórico, a tuberculose adrenal é uma causa importante a ser considerada. O quadro clínico é insidioso e inespecífico no início, com astenia, perda de peso, anorexia e sintomas gastrointestinais. Sinais mais específicos incluem a hiperpigmentação cutânea e de mucosas (devido ao aumento compensatório do ACTH, que tem efeito melanocítico) e a hipotensão arterial. Os distúrbios eletrolíticos, como hiponatremia e hipercalemia, são decorrentes da deficiência de mineralocorticoides. Diante da suspeita clínica, a dosagem de cortisol sérico (geralmente pela manhã) é o exame inicial mais importante. Níveis baixos de cortisol, associados a níveis elevados de ACTH, confirmam o diagnóstico de insuficiência adrenal primária. O tratamento consiste na reposição hormonal com glicocorticoides e mineralocorticoides, sendo crucial para prevenir crises adrenais agudas.
Os sinais e sintomas incluem astenia progressiva, perda de peso, anorexia, náuseas, vômitos, hipotensão arterial, hiperpigmentação cutânea e de mucosas, e distúrbios eletrolíticos como hiponatremia e hipercalemia.
O cortisol é o principal glicocorticoide produzido pelas glândulas adrenais. Níveis baixos de cortisol, especialmente em conjunto com níveis elevados de ACTH (no caso da insuficiência primária), confirmam a deficiência adrenal e a necessidade de reposição hormonal.
A tuberculose é uma causa infecciosa comum de destruição das glândulas adrenais, levando à insuficiência adrenal primária. O bacilo pode causar granulomas e necrose no córtex adrenal, comprometendo a produção hormonal.
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