HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020
Com relação à Insuficiência Adrenal, podemos afirmar que:
Crise adrenal aguda = emergência! → Hidrocortisona IV + fluidos + correção eletrolítica.
A insuficiência adrenal aguda, ou crise adrenal, é uma emergência médica grave que requer reconhecimento e tratamento imediatos. Caracteriza-se por hipotensão, choque, hipoglicemia, hiponatremia e hipercalemia. O tratamento consiste em reposição agressiva de fluidos (expansão volêmica), correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e administração intravenosa de glicocorticoides (geralmente hidrocortisona) para reverter o estado de choque e a deficiência hormonal.
A insuficiência adrenal é uma condição caracterizada pela produção insuficiente de hormônios adrenocorticais, principalmente cortisol e, em alguns casos, aldosterona. Pode ser primária (doença de Addison), quando há disfunção da própria glândula adrenal, ou secundária/terciária, devido à deficiência de ACTH ou CRH, respectivamente. A compreensão dessa patologia é crucial, pois suas manifestações podem variar de sintomas crônicos inespecíficos a uma emergência com risco de vida, a crise adrenal aguda. A crise adrenal aguda é uma emergência endócrina grave, precipitada por estresse (infecção, cirurgia, trauma) em pacientes com insuficiência adrenal conhecida ou não diagnosticada, ou pela suspensão abrupta de glicocorticoides exógenos após uso prolongado. Clinicamente, manifesta-se por hipotensão ou choque refratário a fluidos, náuseas, vômitos, dor abdominal, hipoglicemia, hiponatremia e hipercalemia. O reconhecimento rápido é vital, pois o atraso no tratamento pode ser fatal. O manejo da crise adrenal aguda é prioritário e consiste na reposição imediata de glicocorticoides intravenosos (geralmente hidrocortisona em dose de estresse), expansão volêmica agressiva com soro fisiológico para corrigir a hipotensão e a desidratação, e correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e da hipoglicemia. A hiperpigmentação da pele e mucosas é um sinal clássico da insuficiência adrenal primária devido ao aumento compensatório do ACTH, que possui atividade melanocítica, e não ocorre na insuficiência adrenal secundária. A suspensão abrupta de prednisona após uso prolongado causa insuficiência adrenal secundária devido à supressão do eixo, resultando em diminuição da produção de ACTH, e não aumento.
Os sinais incluem hipotensão, choque, náuseas, vômitos, dor abdominal, fadiga extrema, hipoglicemia, hiponatremia e hipercalemia. Pode haver febre e confusão mental.
O tratamento inicial consiste em administração imediata de hidrocortisona intravenosa (dose de estresse), expansão volêmica agressiva com soro fisiológico e correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e da hipoglicemia.
O uso prolongado de glicocorticoides exógenos suprime o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. A suspensão abrupta impede que as glândulas adrenais, que estão atróficas, produzam cortisol suficiente, levando à insuficiência adrenal secundária.
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