SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
Mulher, 39 anos, portadora de artrite reumatoide e usuária crônica de 20mg de prednisona. Evolui com úlcera perfurada duodenal e peritonite. Na tentativa de evitar uma insuficiência adrenal aguda, o anestesista faz hidrocortisona endovenosa na indução. Quais sinais clínicos levantariam a suspeita dessa complicação?
Insuficiência adrenal aguda → Hipotensão refratária a fluidos + Hiponatremia + Hipercalemia.
A insuficiência adrenal aguda, ou crise adrenal, é uma emergência médica caracterizada por hipotensão refratária à reposição volêmica, hiponatremia e hipercalemia, resultante da deficiência de cortisol e aldosterona. Pacientes em uso crônico de corticosteroides estão em risco devido à supressão do eixo HHA.
A insuficiência adrenal aguda, ou crise adrenal, é uma emergência endócrina grave e potencialmente fatal, caracterizada pela deficiência abrupta e severa de hormônios adrenocorticais, principalmente cortisol. É mais comum em pacientes com insuficiência adrenal primária ou secundária conhecida, ou naqueles com supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) devido ao uso crônico de corticosteroides exógenos, que são submetidos a situações de estresse físico, como cirurgias, infecções ou traumas. A fisiopatologia envolve a incapacidade das glândulas adrenais de produzir cortisol e, em alguns casos, aldosterona, em resposta ao estresse. A deficiência de cortisol leva a hipotensão, choque, hipoglicemia e distúrbios eletrolíticos. A deficiência de aldosterona contribui para hiponatremia e hipercalemia. A suspeita diagnóstica deve ser alta em pacientes de risco que apresentam hipotensão refratária a fluidos, dor abdominal, náuseas, vômitos e alterações eletrolíticas. O tratamento é uma emergência e deve ser iniciado imediatamente, mesmo antes da confirmação laboratorial. Consiste na administração de hidrocortisona endovenosa em doses de estresse, reposição volêmica agressiva com soro fisiológico para combater a hipotensão e correção dos distúrbios eletrolíticos e glicêmicos. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para a sobrevida do paciente.
Os principais sinais e sintomas incluem hipotensão refratária à reposição volêmica, choque, dor abdominal intensa, náuseas, vômitos, febre, letargia e, laboratorialmente, hiponatremia, hipercalemia e hipoglicemia.
O uso crônico de prednisona suprime o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), levando à atrofia das glândulas adrenais. Em situações de estresse (cirurgia, infecção), a glândula atrofiada não consegue produzir cortisol suficiente, precipitando a crise.
A conduta inicial envolve a administração imediata de hidrocortisona endovenosa (dose de estresse), reposição volêmica agressiva com soro fisiológico e correção de distúrbios eletrolíticos e glicêmicos.
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