SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2022
Qual a etiologia mais provável de um quadro de duas semanas com tontura, fadiga, náuseas sem vômitos em uma mulher de 41 anos de idade com histórico de diabetes tipo 1 e doença coronária que tem uma pressão de 96/72 mmHg e 103 batimento por minutos. Seu exame físico, chama apenas atenção para redução da sensibilidade tátil ao estímulo com agulha distalmente nos membros inferiores; seus exames laboratoriais apresentam discreta acidose metabólica, hiponatremia, hipercalemia e negativo para gravidez pelo exame de urina?
Hipotensão + hiponatremia + hipercalemia + acidose metabólica em diabético → suspeitar de insuficiência adrenal.
A insuficiência adrenal pode se manifestar com sintomas inespecíficos como fadiga e tontura, mas a combinação de hipotensão, taquicardia, hiponatremia, hipercalemia e acidose metabólica em paciente com comorbidades (diabetes tipo 1) é altamente sugestiva e deve levantar a suspeita diagnóstica.
A insuficiência adrenal é uma condição clínica grave que resulta da produção inadequada de hormônios adrenocorticais, principalmente cortisol e aldosterona. Pode ser primária (doença de Addison), secundária ou terciária. É crucial reconhecê-la, pois uma crise adrenal aguda é uma emergência médica com alta mortalidade se não tratada prontamente. A fisiopatologia envolve a deficiência de cortisol, que leva a hipotensão, hipoglicemia e fadiga, e a deficiência de aldosterona (na insuficiência primária), que causa hiponatremia, hipercalemia e acidose metabólica devido à perda renal de sódio e retenção de potássio e hidrogênio. O diagnóstico é suspeitado por sintomas inespecíficos como fadiga, tontura, náuseas, hipotensão e alterações eletrolíticas, sendo confirmado por testes hormonais (cortisol, ACTH, teste de estímulo com ACTH). O tratamento da crise adrenal é uma emergência e envolve a reposição imediata de glicocorticoides (hidrocortisona IV), fluidos intravenosos (soro fisiológico) e correção de distúrbios eletrolíticos. O manejo a longo prazo inclui terapia de reposição hormonal com glicocorticoides e mineralocorticoides. Pacientes com doenças autoimunes, como diabetes tipo 1, têm maior risco e devem ser rastreados.
Os achados laboratoriais típicos incluem hiponatremia, hipercalemia, hipoglicemia e, em alguns casos, acidose metabólica. O cortisol sérico estará baixo e o ACTH pode estar elevado (insuficiência primária).
A deficiência de cortisol e aldosterona leva à perda de sódio e água, resultando em hipovolemia, hipotensão e taquicardia compensatória. A falta de cortisol também diminui a sensibilidade vascular às catecolaminas.
Pacientes com diabetes tipo 1 têm maior risco de desenvolver insuficiência adrenal primária (doença de Addison) devido à natureza autoimune de ambas as condições, necessitando de alta suspeição clínica.
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