Insuficiência Adrenal: Diagnóstico com Teste de Estímulo ACTH

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Leia o caso a seguir.Paciente do sexo feminino, 29 anos, em acompanhamento no ambulatório de endocrinologia, devido diagnóstico de tireoidite de Hashimoto, em eutireoidismo. Apresentava na consulta atual, quadro de adinamia, hiporexia, náuseas e perda de peso não intencional. No exame físico, chamou atenção a presença de hipotensão ortostática. Solicitado cortisol sanguíneo às 08h00, com valor de 5,9 mcg/dl.Para confirmar o diagnóstico de hipocortisolismo, o exame indicado seria o cortisol após

Alternativas

  1. A) supressão com dexametasona.
  2. B) estímulo com cortrosina.
  3. C) supressão com infusão salina.
  4. D) estímulo com furosemida.

Pérola Clínica

Suspeita de insuficiência adrenal (hipocortisolismo) → confirmar com teste de estímulo com ACTH (cortrosina).

Resumo-Chave

A insuficiência adrenal deve ser suspeitada em pacientes com sintomas inespecíficos como fadiga, perda de peso, náuseas e hipotensão ortostática, especialmente se houver outras doenças autoimunes. Um cortisol matinal baixo (< 10 mcg/dL) é sugestivo, mas a confirmação diagnóstica exige um teste de estímulo com ACTH (cortrosina) para avaliar a capacidade de resposta das glândulas adrenais.

Contexto Educacional

A insuficiência adrenal é uma condição caracterizada pela produção insuficiente de hormônios adrenocorticais, principalmente cortisol e, na forma primária, aldosterona. Pode ser primária (Doença de Addison), quando a lesão está na própria glândula adrenal, ou secundária/terciária, quando há deficiência de ACTH hipofisário ou CRH hipotalâmico, respectivamente. Os sintomas são inespecíficos e incluem fadiga, fraqueza, perda de peso, distúrbios gastrointestinais e hipotensão, o que torna o diagnóstico um desafio. A associação com outras doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto, é comum na insuficiência adrenal primária. O diagnóstico inicial envolve a dosagem do cortisol sérico matinal. Um valor baixo (< 3 mcg/dL) é altamente sugestivo, enquanto valores intermediários (3-18 mcg/dL) exigem confirmação. O teste padrão-ouro para confirmar a insuficiência adrenal é o teste de estímulo com ACTH sintético (cortrosina ou cosintropina). Este teste avalia a capacidade de resposta do córtex adrenal ao estímulo máximo, diferenciando entre uma glândula que não consegue produzir cortisol (insuficiência primária) e uma glândula que está atrófica por falta de estímulo (insuficiência secundária/terciária). A interpretação correta dos testes e o diagnóstico precoce são cruciais, pois a insuficiência adrenal não tratada pode levar a uma crise adrenal, uma emergência médica com alta mortalidade. O tratamento consiste na reposição hormonal com glicocorticoides e, se necessário, mineralocorticoides.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da insuficiência adrenal?

Os sintomas incluem fadiga crônica (adinamia), fraqueza muscular, perda de peso, hiporexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, hipotensão (especialmente ortostática) e hiperpigmentação cutânea (na insuficiência primária).

Qual o valor de corte do cortisol matinal para suspeita de insuficiência adrenal?

Um cortisol matinal abaixo de 3 mcg/dL é altamente sugestivo de insuficiência adrenal. Valores entre 3 e 18 mcg/dL são indeterminados e requerem teste de estímulo com ACTH para confirmação. No caso, 5,9 mcg/dL é na zona cinzenta.

Como o teste de estímulo com ACTH (cortrosina) funciona?

O teste consiste na administração de ACTH sintético (cortrosina) e na medição dos níveis de cortisol antes e após 30 e 60 minutos. Uma resposta inadequada (cortisol pós-estímulo < 18-20 mcg/dL) confirma o diagnóstico de insuficiência adrenal.

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