SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir.Paciente do sexo feminino, 29 anos, em acompanhamento no ambulatório de endocrinologia, devido diagnóstico de tireoidite de Hashimoto, em eutireoidismo. Apresentava na consulta atual, quadro de adinamia, hiporexia, náuseas e perda de peso não intencional. No exame físico, chamou atenção a presença de hipotensão ortostática. Solicitado cortisol sanguíneo às 08h00, com valor de 5,9 mcg/dl.Para confirmar o diagnóstico de hipocortisolismo, o exame indicado seria o cortisol após
Suspeita de insuficiência adrenal (hipocortisolismo) → confirmar com teste de estímulo com ACTH (cortrosina).
A insuficiência adrenal deve ser suspeitada em pacientes com sintomas inespecíficos como fadiga, perda de peso, náuseas e hipotensão ortostática, especialmente se houver outras doenças autoimunes. Um cortisol matinal baixo (< 10 mcg/dL) é sugestivo, mas a confirmação diagnóstica exige um teste de estímulo com ACTH (cortrosina) para avaliar a capacidade de resposta das glândulas adrenais.
A insuficiência adrenal é uma condição caracterizada pela produção insuficiente de hormônios adrenocorticais, principalmente cortisol e, na forma primária, aldosterona. Pode ser primária (Doença de Addison), quando a lesão está na própria glândula adrenal, ou secundária/terciária, quando há deficiência de ACTH hipofisário ou CRH hipotalâmico, respectivamente. Os sintomas são inespecíficos e incluem fadiga, fraqueza, perda de peso, distúrbios gastrointestinais e hipotensão, o que torna o diagnóstico um desafio. A associação com outras doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto, é comum na insuficiência adrenal primária. O diagnóstico inicial envolve a dosagem do cortisol sérico matinal. Um valor baixo (< 3 mcg/dL) é altamente sugestivo, enquanto valores intermediários (3-18 mcg/dL) exigem confirmação. O teste padrão-ouro para confirmar a insuficiência adrenal é o teste de estímulo com ACTH sintético (cortrosina ou cosintropina). Este teste avalia a capacidade de resposta do córtex adrenal ao estímulo máximo, diferenciando entre uma glândula que não consegue produzir cortisol (insuficiência primária) e uma glândula que está atrófica por falta de estímulo (insuficiência secundária/terciária). A interpretação correta dos testes e o diagnóstico precoce são cruciais, pois a insuficiência adrenal não tratada pode levar a uma crise adrenal, uma emergência médica com alta mortalidade. O tratamento consiste na reposição hormonal com glicocorticoides e, se necessário, mineralocorticoides.
Os sintomas incluem fadiga crônica (adinamia), fraqueza muscular, perda de peso, hiporexia, náuseas, vômitos, dor abdominal, hipotensão (especialmente ortostática) e hiperpigmentação cutânea (na insuficiência primária).
Um cortisol matinal abaixo de 3 mcg/dL é altamente sugestivo de insuficiência adrenal. Valores entre 3 e 18 mcg/dL são indeterminados e requerem teste de estímulo com ACTH para confirmação. No caso, 5,9 mcg/dL é na zona cinzenta.
O teste consiste na administração de ACTH sintético (cortrosina) e na medição dos níveis de cortisol antes e após 30 e 60 minutos. Uma resposta inadequada (cortisol pós-estímulo < 18-20 mcg/dL) confirma o diagnóstico de insuficiência adrenal.
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