INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2016
Durante o plantão em um Hospital Geral, chegam várias vítimas de um acidente com ônibus, as quais, após avaliação, são encaminhadas para cirurgia de urgência. Foi necessário convocar o clínico geral para instrumentar uma laparotomia. A figura abaixo representa a referência de montagem da mesa de instrumentação a ser seguida pelo médico: Nessa situação, o médico instrumentador deve posicionar:
Mesa de instrumentação → Quadrante 3 (inferior esquerdo) para diérese (corte), o primeiro tempo cirúrgico.
A organização da mesa segue a cronologia dos tempos cirúrgicos: diérese, hemostasia, preensão/exposição e síntese, facilitando a dinâmica operatória.
A instrumentação cirúrgica é uma extensão fundamental do ato operatório. A organização padronizada da mesa de instrumentos permite que o instrumentador antecipe as necessidades do cirurgião, reduzindo o tempo cirúrgico e aumentando a segurança do paciente. A divisão por 'tempos cirúrgicos' é a base dessa organização. Os quatro tempos fundamentais são: 1) Diérese (incisão/corte); 2) Hemostasia (parada de sangramentos); 3) Exérese ou Preensão (tempo principal ou manipulação de órgãos); e 4) Síntese (fechamento/sutura). Na montagem clássica da mesa, os instrumentos de diérese ocupam o quadrante inferior esquerdo, permitindo que o fluxo de trabalho siga no sentido horário ou conforme a preferência da equipe, sempre priorizando a agilidade na entrega do material.
A mesa é didaticamente dividida em quatro quadrantes. Geralmente, o quadrante inferior esquerdo (3) é destinado à diérese, o superior esquerdo (1) à hemostasia, o superior direito (2) à preensão/exposição e o inferior direito (4) à síntese.
A diérese é o primeiro tempo cirúrgico, consistindo na abertura dos tecidos. Inclui instrumentos de corte como bisturis e tesouras (ex: Metzenbaum, Mayo). Por serem os primeiros usados, ficam em posição de fácil acesso ao instrumentador.
A lógica é a funcionalidade e a sequência da cirurgia. Os instrumentos são dispostos de forma que o instrumentador possa entregá-los ao cirurgião com rapidez e segurança, seguindo a ordem natural dos procedimentos (cortar, estancar sangue, afastar e costurar).
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