SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2026
Mulher, 82 anos, hipertensa e com artrose de joelhos, foi atendida no pronto-socorro após queda em casa durante a noite. Relata que se levantou para ir ao banheiro e perdeu o equilíbrio. Tem histórico de duas quedas no último ano. Ao exame físico: marcha lenta e insegura, força preservada, mas importante instabilidade postural. Nega síncope, vertigem ou palpitações. Não há déficit focal neurológico. Qual é o fator de risco mais provável relacionado ao episódio atual de queda?
Quedas recorrentes em idosos → origem multifatorial (marcha, equilíbrio, polifarmácia) > causas isoladas.
A instabilidade postural e as alterações de marcha são os principais determinantes de quedas recorrentes, refletindo o declínio de múltiplos sistemas (visual, vestibular e motor).
As quedas representam uma das 'Gigantes da Geriatria' devido à sua alta prevalência e impacto na morbimortalidade. A fisiopatologia envolve a redução da reserva funcional em múltiplos sistemas: visual, vestibular, proprioceptivo e musculoesquelético. No paciente idoso, raramente uma queda possui causa única, exigindo uma abordagem multidimensional. O manejo adequado envolve a identificação de fatores modificáveis. Intervenções que combinam exercícios de fortalecimento e equilíbrio, ajuste de medicações e modificações ambientais demonstraram reduzir significativamente a incidência de novos episódios. A presença de marcha lenta e insegura, como descrita no enunciado, é um marcador clássico de alto risco que demanda investigação diagnóstica detalhada.
As quedas em idosos são geralmente multifatoriais. Os principais fatores incluem alterações intrínsecas como déficit de equilíbrio, fraqueza muscular (sarcopenia), deficiências sensoriais (visão e audição), além de fatores extrínsecos como polifarmácia (especialmente psicotrópicos) e riscos ambientais domiciliares. A instabilidade postural crônica é um dos preditores mais fortes para eventos recorrentes.
A síncope caracteriza-se por perda súbita e transitória da consciência com recuperação espontânea, geralmente sem pródromos ou associada a palpitações. Já a queda por instabilidade postural, como no caso clínico, ocorre durante a deambulação ou mudança de posição, sem perda de consciência, frequentemente relatada como 'perda de equilíbrio' ou 'tropeço'.
A avaliação da marcha, através de testes como o 'Timed Up and Go' (TUG), é fundamental para identificar o risco de quedas. Alterações na velocidade, base de sustentação e simetria dos passos indicam comprometimento da reserva funcional e necessidade de intervenções preventivas, como fisioterapia motora e revisão medicamentosa.
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