UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 45 anos, procura atendimento médico devido à dificuldade de iniciar o sono. Ela fez tratamento para depressão no passado e está na perimenopausa. Ela relata que bebe sua última xícara de café às 21h, antes de se deitar às 22h, e fica vendo os minutos passarem no relógio por cerca de uma hora até dormir. Seu exame físico e exames laboratoriais estão normais. Além de orientar medidas de higiene do sono e técnicas de relaxamento, o médico pode considerar a prescrição de
Insônia inicial (perimenopausa) + Higiene do sono falha → Zolpidem (hipnótico não-BZD) para indução do sono.
O zolpidem é um hipnótico não-benzodiazepínico que age seletivamente nos receptores GABA-A, promovendo a indução do sono com menor impacto na arquitetura do sono e menor risco de dependência que os benzodiazepínicos. É uma opção para insônia de curta duração, especialmente para dificuldade em iniciar o sono, após falha das medidas de higiene do sono.
A insônia, especialmente a dificuldade em iniciar o sono, é uma queixa comum na prática médica, e o caso da paciente de 45 anos na perimenopausa é um cenário clássico. Fatores como histórico de depressão e as alterações hormonais da perimenopausa (ondas de calor, ansiedade) podem predispor a distúrbios do sono. Além disso, hábitos como o consumo tardio de cafeína são importantes perpetuadores da insônia. O manejo da insônia deve sempre começar com a orientação de medidas de higiene do sono e técnicas de relaxamento. Isso inclui estabelecer uma rotina de sono regular, otimizar o ambiente do quarto, evitar estimulantes (cafeína, nicotina) e álcool antes de dormir, e limitar o tempo de tela. No entanto, quando essas medidas não são suficientes, a farmacoterapia pode ser considerada para uso de curta duração. Entre as opções farmacológicas, o zolpidem destaca-se como um hipnótico não-benzodiazepínico. Ele atua como agonista seletivo dos receptores GABA-A, promovendo a sedação e a indução do sono de forma eficaz, com uma meia-vida curta que minimiza a sonolência residual diurna. É particularmente útil para a insônia de início do sono. Outras alternativas incluem outros "Z-drugs" (zopiclona, zaleplona) ou, em casos específicos, antidepressivos sedativos em baixas doses. É crucial monitorar o uso de hipnóticos devido ao risco de dependência e efeitos adversos, e sempre reavaliar a necessidade e a duração do tratamento.
As medidas de higiene do sono incluem manter horários regulares para dormir e acordar, criar um ambiente de sono escuro e silencioso, evitar cafeína e álcool antes de dormir, praticar exercícios físicos regularmente (mas não perto da hora de deitar) e evitar telas eletrônicas antes de dormir.
O zolpidem é um hipnótico não-benzodiazepínico que age rapidamente, com meia-vida curta, sendo eficaz para induzir o sono em pacientes com dificuldade para iniciar. Sua seletividade para os receptores GABA-A alfa-1 confere um perfil de efeitos colaterais mais favorável e menor risco de dependência em comparação com os benzodiazepínicos clássicos.
A perimenopausa pode afetar o sono devido às flutuações hormonais, principalmente a diminuição do estrogênio, que pode levar a ondas de calor, suores noturnos e alterações de humor, todos fatores que podem perturbar a qualidade e a continuidade do sono, contribuindo para a insônia.
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