IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
Gestante de 32 anos, G2PN1, com 34 semanas de idade gestacional, pré-natal de baixo risco. Ultrassonografia com doppler de rotina evidenciou inserção velamentosa do cordão. Qual a MELHOR conduta em relação ao parto
Inserção velamentosa do cordão (com vasa prévia) → Cesariana eletiva entre 34-37 semanas para evitar ruptura e hemorragia fetal.
A inserção velamentosa do cordão umbilical, especialmente quando associada à vasa prévia (vasos fetais desprotegidos cruzando o orifício cervical interno), é uma condição de alto risco para hemorragia fetal catastrófica e óbito perinatal. A cesariana eletiva é a conduta preferencial para prevenir essa complicação.
A inserção velamentosa do cordão umbilical é uma anomalia na qual os vasos umbilicais se inserem nas membranas fetais antes de alcançar a placenta, ficando desprotegidos pela gelatina de Wharton. Quando esses vasos desprotegidos cruzam o orifício cervical interno, a condição é denominada vasa prévia, uma emergência obstétrica rara, mas com alta morbimortalidade perinatal. O diagnóstico de inserção velamentosa e, mais criticamente, de vasa prévia, é frequentemente realizado por ultrassonografia com Doppler durante o pré-natal de rotina. A identificação precoce é crucial, pois a ruptura desses vasos durante o trabalho de parto ou a amniotomia pode levar a uma hemorragia fetal maciça e rápida, resultando em anemia fetal grave, choque e óbito perinatal. A conduta para vasa prévia é a cesariana eletiva. O momento ideal para o parto é geralmente entre 34 e 37 semanas de gestação, após a administração de corticosteroides para maturação pulmonar fetal, a fim de equilibrar o risco de prematuridade com o risco de ruptura dos vasos. Aguardar o trabalho de parto espontâneo ou a ruptura das membranas é contraindicado devido ao risco iminente de catástrofe fetal.
A inserção velamentosa ocorre quando os vasos umbilicais se ramificam nas membranas amnióticas antes de atingir a placa coriônica da placenta, deixando-os desprotegidos pela gelatina de Wharton.
A principal e mais grave complicação é a vasa prévia, onde esses vasos desprotegidos cruzam o orifício cervical interno. Isso os torna vulneráveis à ruptura durante o trabalho de parto ou ruptura das membranas, causando hemorragia fetal maciça e risco de óbito.
A cesariana eletiva, geralmente realizada entre 34 e 37 semanas de gestação, minimiza o risco de ruptura dos vasos fetais desprotegidos que ocorre com as contrações uterinas ou a ruptura das membranas durante o trabalho de parto, prevenindo a hemorragia fetal e melhorando o prognóstico perinatal.
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