UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do parágrafo abaixo. A imagem reproduzida corresponde à alteração placentária conhecida como ________, sendo uma das causas de ________.
Inserção velamentosa de cordão = vasos fetais desprotegidos na membrana, risco de vasa prévia e sangramento fetal.
A inserção velamentosa de cordão é uma anomalia onde os vasos umbilicais se ramificam nas membranas antes de atingir a placenta, ficando desprotegidos. Se esses vasos cruzarem o orifício cervical interno (vasa prévia), há alto risco de ruptura e sangramento fetal grave, especialmente com a ruptura das membranas.
A inserção velamentosa de cordão é uma anomalia placentária em que os vasos umbilicais se inserem nas membranas amnióticas, e não diretamente na placa coriônica da placenta. Isso significa que os vasos fetais percorrem uma parte do seu trajeto desprotegidos pela geléia de Wharton, tornando-os vulneráveis a compressão ou ruptura. Essa condição é mais comum em gestações múltiplas e em placentas de formato anormal. Quando esses vasos desprotegidos cruzam o orifício cervical interno, a condição é denominada vasa prévia, que é uma emergência obstétrica grave. A vasa prévia é uma das causas mais importantes de sangramento de segundo e terceiro trimestres, especialmente quando ocorre a ruptura das membranas. A ruptura dos vasos fetais durante o parto ou a amniotomia pode levar a uma hemorragia fetal maciça e rápida, com alta taxa de mortalidade perinatal se não for diagnosticada e manejada prontamente. O diagnóstico pré-natal da inserção velamentosa de cordão e, principalmente, da vasa prévia é crucial e geralmente é feito por ultrassonografia com Doppler colorido. A identificação permite o planejamento de um parto cesariano eletivo antes da ruptura das membranas ou do início do trabalho de parto, minimizando o risco de hemorragia fetal. O manejo envolve monitoramento rigoroso e, em casos de vasa prévia, o parto cesariano é a via preferencial.
É uma anomalia na qual os vasos umbilicais se separam do cordão umbilical e se ramificam nas membranas amnióticas antes de atingir a placa coriônica da placenta, ficando desprotegidos pela geléia de Wharton, o que os torna vulneráveis.
A principal complicação é a vasa prévia, que ocorre quando esses vasos desprotegidos cruzam o orifício cervical interno, ficando vulneráveis à ruptura durante o trabalho de parto ou ruptura das membranas, causando hemorragia fetal maciça e grave.
O diagnóstico é feito por ultrassonografia obstétrica, especialmente com Doppler colorido, que pode identificar a localização dos vasos umbilicais em relação à placenta e ao orifício cervical interno, permitindo o planejamento do parto e a prevenção de complicações.
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