HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2024
Coloque (V) verdadeiro ou (F) falso nas alternativas abaixo, em relação à injúria renal aguda (IRA) associada ao contraste iodado, assinalando a seguir a opção correta.( ) A elevação da creatinina sérica ocorre nas primeiras 24/48h após a exposição ao contraste venoso e atinge níveis máximos dentro de 3 a 5 semanas.( ) O risco de desenvolver IRA ou “nefropatia por contraste” é insignificante quando a função renal está previamente normal.( ) Os pacientes com mieloma múltiplo e doença renal prévia são particularmente suscetíveis
IRA por contraste: pico creatinina em 3-5 dias; risco ↑ em DRC e mieloma múltiplo.
A injúria renal aguda associada ao contraste iodado (IRA-C) é caracterizada por elevação da creatinina sérica, com pico geralmente entre 3 a 5 dias após a exposição. Pacientes com doença renal crônica pré-existente e mieloma múltiplo são os mais suscetíveis, enquanto o risco é baixo em indivíduos com função renal normal.
A injúria renal aguda associada ao contraste iodado (IRA-C), também conhecida como nefropatia induzida por contraste, é uma complicação potencialmente grave de procedimentos diagnósticos e terapêuticos que utilizam agentes de contraste. É uma causa importante de IRA hospitalar e está associada a maior morbimortalidade. A compreensão de seus fatores de risco e manejo é fundamental para residentes que lidam com pacientes submetidos a exames contrastados. A fisiopatologia da IRA-C envolve uma combinação de vasoconstrição renal e toxicidade tubular direta pelos agentes de contraste. A elevação da creatinina sérica é o principal marcador diagnóstico e ocorre tipicamente nas primeiras 24 a 48 horas após a exposição, atingindo seu pico em 3 a 5 dias e retornando aos valores basais em 1 a 2 semanas, na maioria dos casos. Pacientes com doença renal crônica pré-existente, diabetes mellitus e mieloma múltiplo são particularmente suscetíveis devido à sua vulnerabilidade renal aumentada. A prevenção da IRA-C é a melhor abordagem, focando na identificação e modificação dos fatores de risco. Estratégias incluem hidratação adequada (oral ou intravenosa com soro fisiológico 0,9%), uso de menor volume de contraste, preferência por contrastes de baixa osmolalidade e suspensão temporária de medicamentos nefrotóxicos. O monitoramento da função renal após o procedimento é essencial para detecção precoce e manejo de qualquer injúria.
A IRA por contraste é definida como um aumento da creatinina sérica de ≥ 0,3 mg/dL ou um aumento de ≥ 50% em relação ao valor basal dentro de 48-72 horas após a exposição ao contraste iodado.
Os principais fatores de risco incluem doença renal crônica pré-existente (especialmente com TFG < 60 mL/min/1,73m²), diabetes mellitus, desidratação, uso concomitante de nefrotóxicos, idade avançada, insuficiência cardíaca congestiva e mieloma múltiplo.
As estratégias de prevenção incluem hidratação venosa (soro fisiológico 0,9% ou bicarbonato de sódio) antes e após o procedimento, uso de menor volume de contraste, uso de contraste de baixa osmolalidade ou iso-osmolar, e suspensão temporária de medicamentos nefrotóxicos (como AINEs e metformina).
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