IRA, DRA e DRC: Diferenciação e Diagnóstico Nefrológico

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

A seguir, são apresentados os valores de creatinina sérica de quatro pacientes com episódio de insulto renal agudo isquêmico tratado com medidas adequadas. Considerando IRA (injúria renal aguda), NTA (necrose tubular aguda), DRC (doença renal crônica) e DRA (doença renal aguda), a associação correta entre os pacientes (A, B, C e D) e seu diagnóstico nefrológico é:

Alternativas

  1. A) A: IRA hemodinâmica; B: IRA intrínseca por NTA; C: DRC com IRA sobreposta; D: DRC.
  2. B) A: DRC; B: IRA funcional; C: DRC com IRA sobreposta; D: DRA.
  3. C) A: DRA; B: IRA hemodinâmica; C: DRC com IRA sobreposta; D: DRC com DRA sobreposta.
  4. D) A: DRA; B: DRC com IRA sobreposta; C: IRA intrínseca por NTA; D: DRC com DRA sobreposta.

Pérola Clínica

IRA = ↑ creatinina aguda; DRA = IRA persistente >7d <3m; DRC = ↓ TFG >3m; DRC + IRA/DRA sobreposta = piora aguda de função renal crônica.

Resumo-Chave

A diferenciação entre IRA, DRA e DRC, e suas sobreposições, é crucial para o manejo nefrológico. A IRA é uma perda súbita da função renal, enquanto a DRA representa uma injúria que persiste por mais de 7 dias, mas menos de 3 meses. A DRC é uma condição crônica, e a sobreposição de IRA ou DRA em DRC é comum e agrava o prognóstico.

Contexto Educacional

A Injúria Renal Aguda (IRA), Doença Renal Aguda (DRA) e Doença Renal Crônica (DRC) representam um espectro de disfunções renais com implicações diagnósticas e terapêuticas distintas. A IRA é caracterizada por uma perda súbita da função renal, enquanto a DRA é uma condição intermediária onde a injúria persiste por mais de 7 dias, mas menos de 3 meses, sem atingir a cronicidade. A DRC, por sua vez, é uma condição de perda progressiva e irreversível da função renal por mais de 3 meses. A diferenciação é crucial para o manejo. A IRA é frequentemente reversível se a causa for identificada e tratada prontamente, como na IRA pré-renal (hemodinâmica) ou na necrose tubular aguda (NTA) pós-isquemia. A DRC é diagnosticada pela persistência de alterações na TFG ou marcadores de dano renal. A sobreposição de IRA ou DRA em pacientes com DRC é um cenário comum e desafiador, indicando uma piora aguda em um rim já comprometido. O diagnóstico baseia-se na história clínica, avaliação da creatinina sérica basal e sua evolução, débito urinário e exames complementares. O tratamento visa abordar a causa subjacente, otimizar a hemodinâmica renal e prevenir a progressão da lesão. Compreender esses conceitos é fundamental para residentes, pois impacta diretamente a conduta e o prognóstico dos pacientes nefropatas.

Perguntas Frequentes

Qual a principal diferença entre Injúria Renal Aguda (IRA) e Doença Renal Aguda (DRA)?

A IRA é definida por uma elevação súbita da creatinina sérica ou redução do débito urinário em até 7 dias. A DRA é uma injúria renal que persiste por mais de 7 dias, mas com duração total inferior a 3 meses.

Como se diagnostica a Doença Renal Crônica (DRC) com IRA sobreposta?

O diagnóstico de DRC com IRA sobreposta ocorre quando um paciente com evidência de doença renal crônica (por exemplo, TFG < 60 mL/min/1,73m² por mais de 3 meses ou marcadores de dano renal) apresenta uma piora aguda da função renal que atende aos critérios de IRA.

Quais são as causas mais comuns de Injúria Renal Aguda (IRA) intrínseca?

As causas mais comuns de IRA intrínseca incluem necrose tubular aguda (NTA) por isquemia ou nefrotoxinas, nefrite intersticial aguda (NIA) e glomerulonefrites agudas.

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