PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Homem de 68 anos, diabético, apresentou piora aguda da função renal após realização de arteriografia dos membros inferiores devido à queixa de claudicação intermitente. O nível sérico de creatinina passou de 1,4 mg/dl para 4,8 mg/dl. A diálise deverá ser instituída, neste momento, caso ocorra:
Pericardite urêmica = indicação ABSOLUTA de diálise de urgência na IRA.
A pericardite urêmica é uma complicação grave da uremia, indicando acúmulo significativo de toxinas urêmicas e sendo uma das indicações absolutas para início de terapia renal substitutiva (diálise) em caráter de urgência, independentemente dos níveis de ureia ou creatinina isolados.
A injúria renal aguda (IRA) é uma síndrome comum em pacientes hospitalizados, caracterizada por uma rápida deterioração da função renal. A nefrotoxicidade por contraste é uma causa importante de IRA, especialmente em pacientes com fatores de risco como diabetes e doença renal crônica preexistente, que devem ser cuidadosamente avaliados antes de procedimentos com contraste. A fisiopatologia da IRA pós-contraste envolve vasoconstrição renal, isquemia medular e toxicidade direta tubular. O diagnóstico é feito pela elevação da creatinina sérica e oligúria. O manejo inicial é conservador, com otimização volêmica, suspensão de nefrotóxicos e monitorização rigorosa dos eletrólitos e balanço hídrico. A diálise de urgência é indicada quando há complicações graves da uremia que não respondem ao tratamento conservador. As principais indicações são clínicas e incluem sobrecarga volêmica refratária, hipercalemia grave e refratária, acidose metabólica grave refratária, encefalopatia urêmica e pericardite urêmica. A pericardite urêmica é uma indicação absoluta, pois pode progredir para tamponamento cardíaco, sendo um sinal de uremia avançada e potencialmente fatal que exige intervenção imediata.
As indicações absolutas para diálise de urgência na IRA incluem sobrecarga volêmica refratária, hipercalemia grave e refratária, acidose metabólica grave refratária, encefalopatia urêmica e pericardite urêmica.
A pericardite urêmica manifesta-se com dor torácica pleurítica, atrito pericárdico e alterações eletrocardiográficas. É uma emergência dialítica porque indica uremia grave e pode progredir rapidamente para tamponamento cardíaco, uma condição potencialmente fatal.
Outras complicações urêmicas graves que exigem diálise imediata são a encefalopatia urêmica (com convulsões, coma), sangramentos refratários devido à disfunção plaquetária urêmica, e hipercalemia ou acidose metabólica que não respondem ao tratamento clínico.
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