SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Após campanha antitabagista, as autoridades sanitárias constataram redução significativa do número de fumantes apenas entre os grupos populacionais de maior renda e escolaridade. Com base nesse fato e nos princípios do SUS, é correto afirmar que a(s):
Campanhas de saúde eficazes exigem considerar determinantes sociais para combater iniquidades.
A efetividade de campanhas de saúde é influenciada pelos determinantes sociais. A falta de recursos e a desigualdade social podem limitar o acesso e a adesão a cuidados de saúde, perpetuando iniquidades e dificultando a homogeneização dos resultados em saúde, mesmo com intervenções.
As iniquidades em saúde representam desigualdades injustas e evitáveis que afetam a saúde de diferentes grupos populacionais, sendo um conceito central na saúde pública e nos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). Elas são profundamente influenciadas pelos determinantes sociais da saúde, que incluem fatores como renda, escolaridade, moradia, emprego, acesso a serviços e condições de vida. Campanhas de saúde, como as antitabagistas, podem ter resultados desiguais se não considerarem essas disparidades socioeconômicas. No cenário descrito, a redução do tabagismo apenas em grupos de maior renda e escolaridade evidencia que as barreiras socioeconômicas impedem a adesão e o acesso aos cuidados de saúde para as populações mais vulneráveis. A falta de recursos financeiros, a menor escolaridade e as condições de vida precárias podem dificultar o acesso à informação, a serviços de apoio para cessação do tabagismo e até mesmo a medicamentos, além de gerar estresse que pode perpetuar hábitos prejudiciais. O SUS, pautado nos princípios da universalidade, integralidade e, crucialmente, equidade, busca combater essas iniquidades. A equidade implica em tratar os desiguais de forma desigual, oferecendo mais recursos e atenção a quem mais precisa, a fim de reduzir as disparidades. A alternativa correta reflete que a 'negligência' aos cuidados à saúde não é uma característica intrínseca de grupos de baixa renda, mas sim uma consequência da falta de recursos e das dificuldades de acesso à atenção básica, que são barreiras estruturais e sociais a serem superadas para alcançar a equidade em saúde.
Iniquidades em saúde são desigualdades injustas e evitáveis na saúde entre diferentes grupos populacionais, manifestando-se em diferenças de acesso, resultados e exposição a riscos, frequentemente ligadas a fatores socioeconômicos.
Determinantes sociais como renda, escolaridade e moradia influenciam diretamente a capacidade dos indivíduos de aderir a recomendações de saúde, tornando campanhas menos eficazes em grupos com maior vulnerabilidade social se não forem adaptadas.
O SUS, através do princípio da equidade, busca oferecer mais a quem mais precisa, priorizando ações e investimentos em áreas e grupos populacionais com maiores necessidades, visando reduzir as desigualdades no acesso e nos resultados em saúde.
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