HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024
R.A.C, 22 anos, iniciou atividade sexual há um ano. Sua colpocitologia oncótica revelou NIC 1 e HPV. A afirmativa que contém a conduta correta é:
Mulher < 25 anos com NIC 1/LSIL e HPV → repetir citologia em 3 anos (alta taxa de regressão espontânea).
Em mulheres jovens (geralmente < 25 anos) com diagnóstico de NIC 1 (ou LSIL - Lesão Intraepitelial de Baixo Grau) e presença de HPV, a conduta expectante é preferível devido à alta taxa de regressão espontânea da lesão. A repetição da citologia em 3 anos é a recomendação atual, evitando intervenções desnecessárias que podem ter impacto na fertilidade futura.
A Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 1 (NIC 1), também conhecida como Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LSIL), é a alteração citológica mais comum detectada no rastreamento do câncer de colo uterino. É quase invariavelmente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), que é uma infecção sexualmente transmissível de alta prevalência, especialmente em mulheres jovens. Em mulheres jovens, particularmente aquelas com menos de 25 anos, a infecção por HPV e as lesões de baixo grau (NIC 1/LSIL) têm uma alta taxa de regressão espontânea, ou seja, o próprio sistema imunológico da paciente consegue eliminar o vírus e reverter as alterações celulares. Intervenções invasivas precoces podem causar ansiedade, custos desnecessários e, em alguns casos, complicações obstétricas futuras, como parto prematuro. Por essa razão, a conduta recomendada para mulheres jovens com NIC 1 e HPV é a observação. O seguimento adequado consiste em repetir a colpocitologia oncótica em 3 anos. Se a lesão persistir ou progredir, uma nova avaliação e possível colposcopia podem ser indicadas. Este protocolo visa otimizar o rastreamento, evitando a supermedicalização e garantindo a segurança e o bem-estar da paciente.
NIC 1 (Neoplasia Intraepitelial Cervical Grau 1) é uma lesão intraepitelial de baixo grau (LSIL), que indica alterações celulares leves no colo do útero, geralmente associadas à infecção por HPV, com alto potencial de regressão espontânea.
Em mulheres jovens (geralmente até 25 anos) com NIC 1, a conduta é expectante, devido à alta taxa de regressão espontânea. Recomenda-se repetir a citologia oncótica em 3 anos para monitorar a evolução da lesão.
A colposcopia é indicada para NIC 1 se a lesão persistir após o período de observação (por exemplo, após 3 anos em jovens), se houver progressão para lesão de alto grau, ou em mulheres mais velhas (acima de 25-30 anos, dependendo do protocolo) onde a regressão espontânea é menos provável.
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