HIV: Início da TARV e Esquema Preferencial no Brasil

HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem de 22 anos, solteiro, previamente hígido, tem confirmado o diagnóstico de HIV, após solicitar investigação por ter apresentado relação sexual desprotegida com desconhecido durante uma viagem de férias, e que não sabe nome completo, contato ou informações a respeito da pessoa, e não sabe dizer se a pessoa apresentava ou não HIV. Ao exame clínico, paciente apresenta-se assintomático, com CD4 = 600. A respeito do caso, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Recomenda-se iniciar a terapia antirretroviral no diagnóstico, com tenofovir, lamivudina e dolutegravir, independente dos sintomas ou níveis de CD4.
  2. B) Recomenda-se iniciar a terapia antirretroviral no diagnóstico, com zidovudina, lamivudina e efavirenz, independente dos sintomas ou níveis de CD4.
  3. C) É necessário realizar genotipagem e, após resultado, avaliar melhor terapia antirretroviral ao paciente.
  4. D) Tendo em vista níveis de CD4 e quadro clínico do paciente, não se recomenda iniciar a terapia antirretroviral no momento.
  5. E) Deve-se iniciar a terapia antirretroviral caso paciente desejar, em virtude dos efeitos colaterais das medicações, e solicitar nova carga virai dentro de 6 meses para avaliar necessidade de manter ou trocar medicação.

Pérola Clínica

HIV: Iniciar TARV no diagnóstico com TLD, independente de CD4 ou sintomas.

Resumo-Chave

As diretrizes atuais recomendam o início da Terapia Antirretroviral (TARV) para todos os indivíduos diagnosticados com HIV, independentemente da contagem de CD4 ou da presença de sintomas. O esquema preferencial inicial no Brasil inclui Tenofovir (TDF), Lamivudina (3TC) e Dolutegravir (DTG).

Contexto Educacional

O diagnóstico de HIV representa um marco importante na vida do paciente, e as diretrizes atuais enfatizam o início precoce da Terapia Antirretroviral (TARV). Essa abordagem universal, independentemente da contagem de CD4 ou da presença de sintomas, visa não apenas melhorar a saúde individual, prevenindo a progressão da doença e o surgimento de infecções oportunistas, mas também reduzir a transmissão do vírus na comunidade. A supressão viral alcançada com a TARV torna o paciente indetectável e, consequentemente, intransmissível (I=I). A escolha do esquema terapêutico inicial é crucial. No Brasil, o Ministério da Saúde preconiza o uso de Tenofovir (TDF), Lamivudina (3TC) e Dolutegravir (DTG) como esquema preferencial. Essa combinação é valorizada pela sua alta potência, boa tolerabilidade, menor número de interações medicamentosas e barreira genética à resistência. A adesão rigorosa ao tratamento é fundamental para o sucesso terapêutico, exigindo acompanhamento multidisciplinar e educação contínua do paciente. Para residentes, compreender as diretrizes de início e os esquemas preferenciais da TARV é essencial para a prática clínica. A monitorização da carga viral e da contagem de CD4 é importante para avaliar a resposta ao tratamento e identificar possíveis falhas. Além disso, a abordagem holística do paciente com HIV inclui o manejo de comorbidades, a profilaxia de infecções oportunistas e o suporte psicossocial.

Perguntas Frequentes

Quando iniciar a terapia antirretroviral (TARV) em pacientes com HIV?

A TARV deve ser iniciada para todos os indivíduos diagnosticados com HIV, independentemente da contagem de CD4 ou da presença de sintomas, visando supressão viral e melhora da qualidade de vida.

Qual o esquema preferencial de TARV para o início do tratamento no Brasil?

O esquema preferencial inicial no Brasil é composto por Tenofovir (TDF), Lamivudina (3TC) e Dolutegravir (DTG), conhecido pela eficácia e boa tolerabilidade.

É necessário realizar genotipagem antes de iniciar a TARV em pacientes virgens de tratamento?

A genotipagem não é rotineiramente necessária antes do início da TARV em pacientes virgens de tratamento, sendo reservada para falha terapêutica ou suspeita de resistência.

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