IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2022
O início da dieta no trato digestivo em pós-operatório de uma cirurgia abdominal por apendicite perfurada com peritonite difusa estará contraindicado se houver:
Pós-operatório abdominal → Instabilidade hemodinâmica grave = Contraindicação absoluta para dieta oral.
A instabilidade hemodinâmica grave indica que o paciente não tem reserva fisiológica para tolerar o estresse metabólico e o aumento do fluxo sanguíneo esplâncnico associado à alimentação, aumentando o risco de isquemia intestinal e outras complicações graves.
O manejo nutricional no pós-operatório de cirurgias abdominais, especialmente em casos de peritonite difusa como na apendicite perfurada, é um pilar fundamental para a recuperação do paciente. A decisão de iniciar a dieta enteral deve ser cuidadosamente avaliada, considerando a complexidade da cirurgia e o estado geral do paciente. O objetivo é fornecer suporte nutricional precoce para minimizar o catabolismo e promover a cicatrização, mas sempre priorizando a segurança. A fisiopatologia do íleo paralítico pós-operatório, comum após cirurgias abdominais, envolve inflamação, manipulação intestinal e uso de opioides, o que retarda o retorno da motilidade. No entanto, a presença de íleo não é uma contraindicação absoluta para o início da dieta, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável e sem sinais de obstrução mecânica. A alimentação precoce, inclusive, pode estimular o peristaltismo. A contraindicação mais crítica para o início da dieta enteral é a instabilidade hemodinâmica grave. Nesses casos, o paciente está em choque ou com perfusão tecidual comprometida, e o fornecimento de nutrientes por via oral ou enteral pode desviar o fluxo sanguíneo para o trato gastrointestinal, comprometendo ainda mais a perfusão de órgãos vitais e aumentando o risco de isquemia intestinal. Portanto, a estabilidade hemodinâmica é um pré-requisito essencial para qualquer forma de nutrição enteral.
Os critérios incluem estabilidade hemodinâmica, ausência de náuseas/vômitos persistentes, dor abdominal controlada, e sinais de retorno da função intestinal, como eliminação de gases ou ruídos hidroaéreos.
A instabilidade hemodinâmica grave indica que o corpo está em choque ou com perfusão inadequada, e o desvio de fluxo sanguíneo para o trato gastrointestinal durante a digestão pode agravar a isquemia em outros órgãos vitais.
Não é uma contraindicação absoluta. A ausência de eliminação de gases sugere íleo paralítico, mas a dieta oral pode ser tentada com cautela em pacientes estáveis, pois a própria alimentação pode estimular o retorno da função intestinal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo