ICFER: Inibidores SGLT2 na Terapia Quádrupla (SBC 2021)

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022

Enunciado

No início de 2021 a Sociedade Brasileira de Cardiologia publicou uma atualização à Diretriz de Insuficiência Cardíaca. Dentre as novidades trazidas está:

Alternativas

  1. A) O uso dos inibidores de SGLT2 nos pacientes com IC com fração de ejeção normal.
  2. B) A associação dos inibidores de SGLT2 nos pacientes com terapia tripla otimizada na IC com FE reduzida.
  3. C) A combinação Sacubitril-Valsartana só deve ser iniciado em pacientes com terapia tripla após hospitalização.
  4. D) A Digoxina como modificadora de mortalidade nos pacientes com disfunção de VE sintomática e terapia tripla otimizada.

Pérola Clínica

Diretriz SBC 2021: Inibidores SGLT2 são pilar da terapia quádrupla para ICFER, mesmo em pacientes otimizados.

Resumo-Chave

A Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca de 2021, alinhada com as diretrizes internacionais, reforçou o papel dos inibidores de SGLT2 (como dapagliflozina e empagliflozina) como modificadores de mortalidade em pacientes com IC com fração de ejeção reduzida (ICFER), mesmo naqueles já em terapia tripla otimizada (IECA/BRA/iSRA, betabloqueador e antagonista do receptor mineralocorticoide).

Contexto Educacional

A Insuficiência Cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa e progressiva, com alta morbimortalidade. As diretrizes de tratamento são constantemente atualizadas com base em novas evidências. A Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca de 2021, alinhada com as diretrizes internacionais, trouxe avanços significativos, especialmente para pacientes com IC com fração de ejeção reduzida (ICFER). Uma das maiores novidades foi a consolidação do papel dos inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), como dapagliflozina e empagliflozina. Esses medicamentos, inicialmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, demonstraram em grandes estudos clínicos (DAPA-HF, EMPEROR-Reduced) um benefício substancial na redução de hospitalizações por IC e mortalidade cardiovascular em pacientes com ICFER, independentemente da presença de diabetes. Isso levou à sua inclusão como o quarto pilar da terapia modificadora de mortalidade para ICFER, somando-se aos inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) ou inibidores do receptor de angiotensina e neprilisina (ARNI - Sacubitril-Valsartana), betabloqueadores e antagonistas do receptor mineralocorticoide (ARM). A introdução precoce e otimização desses quatro grupos de medicamentos é crucial para melhorar o prognóstico dos pacientes com ICFER.

Perguntas Frequentes

Qual a principal novidade da Diretriz SBC 2021 para IC?

A principal novidade é a inclusão dos inibidores de SGLT2 como parte da terapia modificadora de mortalidade para pacientes com IC com fração de ejeção reduzida (ICFER), mesmo naqueles já em terapia tripla otimizada.

Os inibidores de SGLT2 são indicados apenas para IC em pacientes diabéticos?

Não. Embora inicialmente para diabetes, estudos como DAPA-HF e EMPEROR-Reduced demonstraram que os inibidores de SGLT2 reduzem mortalidade e hospitalizações por IC em pacientes com ICFER, independentemente do status diabético.

Quando a combinação Sacubitril-Valsartana deve ser iniciada?

A combinação Sacubitril-Valsartana (ARNI) é recomendada para pacientes com ICFER sintomáticos, geralmente substituindo um IECA ou BRA, e não apenas após hospitalização, podendo ser iniciada ambulatorialmente.

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