SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
escolha do agente hipoglicemiante deve ser individualizada. Para qual dos pacientes diabéticos abaixo, você prescreveria um inibidor da SGLT2?
iSGLT2 → DM2 com IC ou doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida.
Os inibidores da SGLT2 são recomendados para pacientes com DM2 que apresentam insuficiência cardíaca (IC) ou doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, devido aos seus benefícios comprovados na redução de eventos cardiovasculares e hospitalizações por IC, independentemente do controle glicêmico. Eles também oferecem proteção renal.
A escolha do agente hipoglicemiante no diabetes mellitus tipo 2 (DM2) deve ser individualizada, considerando comorbidades e risco cardiovascular. Os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2) representam uma classe terapêutica revolucionária, não apenas pelo controle glicêmico, mas por seus robustos benefícios cardiorrenais comprovados em grandes estudos. A fisiopatologia da ação dos iSGLT2 envolve a inibição da reabsorção de glicose e sódio nos túbulos renais, levando à glicosúria e natriurese. Isso resulta em redução da glicemia, perda de peso, diminuição da pressão arterial e efeitos hemodinâmicos e metabólicos favoráveis ao coração e rins, independentes da glicemia e do controle glicêmico inicial. As diretrizes atuais recomendam iSGLT2 como primeira linha (após metformina) para pacientes com DM2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, insuficiência cardíaca (IC) ou doença renal crônica. É crucial que residentes compreendam essas indicações para otimizar o tratamento, melhorar o prognóstico de seus pacientes e reduzir a morbimortalidade associada ao DM2.
Os iSGLT2 oferecem proteção cardiovascular, reduzindo eventos adversos maiores e hospitalizações por insuficiência cardíaca, além de proteção renal, retardando a progressão da nefropatia diabética e reduzindo o risco de eventos renais adversos.
São fortemente indicados para pacientes com DM2 que possuem insuficiência cardíaca (especialmente com fração de ejeção reduzida), doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida ou doença renal crônica, independentemente do controle glicêmico inicial.
Contraindicações incluem doença renal crônica avançada (clearance de creatinina < 30 mL/min). Efeitos adversos comuns são infecções geniturinárias (micose vaginal, balanite), desidratação e, mais raramente, cetoacidose euglicêmica, que exige atenção.
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