SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Os estudos clínicos atuais demonstram benefícios dos hipoglicemiantes orais além daqueles para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2, para a redução de mortalidade cardiovascular e hospitalização por insuficiência cardíaca.Assinale a alternativa que contém a medicação dessa classe terapêutica estudada em ensaios clínicos randomizados.
Inibidores SGLT2 (ex: Dapaglifozina) → ↓ mortalidade cardiovascular e hospitalização por IC em DM2.
A Dapaglifozina, um inibidor do SGLT2, demonstrou em ensaios clínicos randomizados reduzir a mortalidade cardiovascular e hospitalizações por insuficiência cardíaca em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, além do controle glicêmico. Esses benefícios se estendem a pacientes com insuficiência cardíaca, mesmo sem diabetes.
O tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2) evoluiu significativamente, indo além do simples controle glicêmico para incluir a prevenção de complicações macro e microvasculares. Ensaios clínicos randomizados recentes demonstraram que algumas classes de hipoglicemiantes orais oferecem benefícios cardiovasculares e renais importantes, reduzindo a mortalidade cardiovascular e as hospitalizações por insuficiência cardíaca, um marco na cardiologia e endocrinologia. Entre essas classes, os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), como a Dapaglifozina, Empagliflozina e Canagliflozina, destacam-se. Eles atuam bloqueando a reabsorção de glicose e sódio nos túbulos renais, promovendo glicosúria e natriurese. Este mecanismo leva à redução da pressão arterial, peso corporal, rigidez arterial e melhora da função cardíaca, resultando em menor risco de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE) e hospitalizações por insuficiência cardíaca. A Dapaglifozina, especificamente, foi estudada em grandes ensaios clínicos como o DECLARE-TIMI 58, que demonstrou sua eficácia na redução de eventos cardiovasculares e renais em pacientes com DM2. Mais recentemente, estudos como o DAPA-HF e o EMPEROR-Reduced expandiram suas indicações para insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, independentemente do status diabético, e para doença renal crônica, consolidando seu papel como uma medicação com múltiplos benefícios além do controle glicêmico.
Os inibidores SGLT2 atuam promovendo glicosúria, natriurese e diurese osmótica, o que leva à redução da pré-carga e pós-carga cardíaca, melhora da função endotelial e redução da inflamação e fibrose miocárdica.
Outros inibidores SGLT2 como empagliflozina e canagliflozina, e agonistas do receptor de GLP-1 como liraglutida e semaglutida, também demonstraram redução de eventos cardiovasculares maiores em ensaios clínicos.
Não. Embora inicialmente desenvolvidos para diabetes, os inibidores SGLT2 como a Dapaglifozina e Empagliflozina têm indicações expandidas para insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e doença renal crônica, independentemente da presença de diabetes.
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