PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Sobre as medicações antidiabéticas, assinale a alternativa CORRETA.
Dapagliflozina e Empagliflozina (iSGLT2) → ↓ progressão DRC e eventos CV em DM2 e não DM2.
Inibidores de SGLT2, como a Dapagliflozina, demonstraram em grandes estudos clínicos reduzir a progressão da doença renal crônica e eventos cardiovasculares, independentemente da presença de diabetes, devido a mecanismos nefroprotetores e cardioprotetores.
As medicações antidiabéticas evoluíram para além do controle glicêmico, com foco em benefícios cardiorrenais. Os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), como Dapagliflozina e Empagliflozina, representam um avanço significativo, sendo cruciais para a prática clínica e questões de residência. A fisiopatologia da proteção dos iSGLT2 envolve a inibição da reabsorção de glicose e sódio no túbulo contorcido proximal, levando à glicosúria e natriurese. Isso resulta em redução da pressão intraglomerular, melhora da função renal e efeitos cardioprotetores, como redução da pré e pós-carga cardíaca e melhora da função endotelial. O tratamento com iSGLT2 é indicado para pacientes com diabetes mellitus tipo 2, doença renal crônica e insuficiência cardíaca (com fração de ejeção reduzida ou preservada), independentemente do status diabético. É fundamental conhecer os estudos que embasam essas indicações para otimizar o manejo e garantir a segurança do paciente.
A Dapagliflozina, um inibidor de SGLT2, demonstrou reduzir a progressão da doença renal crônica, hospitalizações por insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular em pacientes com ou sem diabetes.
Eles promovem glicosúria e natriurese, reduzindo a hiperfiltração glomerular, a pressão intraglomerular e a albuminúria, além de terem efeitos anti-inflamatórios e antifibróticos.
Sim, a Empagliflozina, outro iSGLT2, também demonstrou benefícios cardiorrenais significativos, incluindo redução de mortalidade cardiovascular e hospitalizações por IC, tanto em pacientes diabéticos quanto não diabéticos.
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